Fim da jornada 6×1
Movimentos de uma campanha eleitoral oportunista
17/10/2026 15h32, Atualizado há 4 horas
Carteira de Trabalho | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Os crimes atribuídos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvido na maior fraude no sistema financeiro nacional e suas relações com personalidades da política e do judiciário, certamente empurraram as peças no tabuleiro da campanha eleitoral. Sem falar das supremas relações que precisam de investigação quanto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Meses atrás, neste espaço, eu dizia que nada seria desprezado para minar candidaturas oponentes e garantir o voto do eleitor, o que aconteceu com a promulgação da Emenda Constitucional 141 que acaba com a escala de trabalho chamada 6×1, mudando o cenário do mercado de trabalho para conceder o direito ao repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. O fim da jornada mobilizou o Congresso Nacional para garantir a bandeira simpática ao assalariado, e claro, votos.
Há uma pluralidade de empresas com modelos diferentes de produção e serviços, sem falar no grande varejo que precisará acomodar em 60 dias uma redução inicial da jornada semanal para 42 horas e daqui a um ano para 40 horas.
Do ponto de vista de quem luta pelo suado dinheiro do sustento, tudo certo, mas é verdade que impactos haverão sobre várias atividades que implicarão em maiores custos e desempregos pontuais para adequação. O pequeno negócio, sem fôlego financeiro e com retração neste ano eleitoral já sofre com baixa circulação do dinheiro. Que a aprovação da Emenda foi oportunista, no formato do seu pobre debate, não há dúvidas, e nisso o Congresso atuou para as candidaturas.
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