Estudo aponta que medicamento pode conter o avanço do câncer de pulmão por até 7 anos
Lorbrena é um comprimido administrado por via oral e de uso diário; o medicamento não é indicado para todos os tipos de câncer de pulmão
02/11/2026 10h25, Atualizado há 1 hora
Imagem ilustrativa. | Foto: Reprodução/Freepik
O medicamento Lorbrena, indicado para o tratamento do câncer de pulmão, pode conter o avanço da doença por até sete anos, segundo estudo publicado na revista científica “Annals of Oncology“, da Sociedade Europeia de Oncologia Médica. O remédio é disponibilizado em comprimidos de uso diário, administrados por via oral.
Aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2021, o Lorbrena é indicado para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) avançado, que apresentam uma alteração específica no gene ALK.
O estudo acompanhou, ao longo de sete anos, pacientes com câncer de pulmão avançado em tratamento diário com o medicamento. Os resultados apontaram que 55% deles permaneceram vivos e sem progressão da doença ao longo do período. Segundo os pesquisadores, o índice é inédito entre pacientes com a doença em estágio avançado.
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Ao todo, 296 pacientes participaram da pesquisa, com idade média de 59 anos. Desse total, 59% eram mulheres e 41%, homens. Durante o estudo, parte dos participantes era tratada com o Lorbrena, enquanto os demais com crizotinibe, outro medicamento utilizado no combate ao câncer de pulmão. Ao final da coleta de dados, em outubro de 2025, 44% dos pacientes que receberam Lorbrena continuavam em tratamento. Entre aqueles que utilizaram crizotinibe, o percentual foi de 3%.
Entre os pacientes que chegaram aos dois anos de tratamento sem avanço da doença, 79% tinham probabilidade de permanecer vivos e sem progressão do câncer até o sétimo ano. O estudo também identificou resultados positivos na prevenção de metástases cerebrais. Entre os pacientes que não apresentavam lesões no cérebro no início do tratamento, a probabilidade de permanecer sem desenvolver metástases nessa região após sete anos foi de 96%. Além disso, não foram registrados novos episódios de progressão intracraniana depois dos primeiros 30 meses de uso do medicamento.