Restos mortais de homem carbonizado desaparecem do IML de Suzano
Velório da vítima seria realizado neste domingo (1º), mas restos mortais não foram encontrados pela funerária no sábado (31)
02/11/2026 18h22, Atualizado há 1 hora
IML de Suzano | Foto: Reprodução/Google Maps
Os restos mortais de Kewin dos Santos Nunes, de 22 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em agosto, desapareceram do Instituto Médico Legal (IML) de Suzano, neste sábado (31). De acordo com o boletim de ocorrência, aberto pela mãe da vítima, a funerária recebeu a notícia quando foi retirar o corpo para a realização do velório, que aconteceria neste domingo (1º).
O BO explica que a identificação do corpo aconteceu no dia 15 de outubro, após exame odontológico do setor de Antropologia Forense da Capital. Os restos mortais teriam sido encaminhados ao IML de Suzano no dia 27 do mesmo mês, para posterior liberação à família.
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Após a identificação, a mãe foi até o IML para assinar a documentação e dar prosseguimento aos trâmites de sepultamento. Os representantes da funerária foram até o local para retirar o corpo, mas receberam a informação de que os restos mortais não estavam lá.
De acordo com o BO, os funcionários do IML não souberam esclarecer o paradeiro do corpo, mesmo havendo um registro de que a unidade recebeu os restos mortais. A mãe foi até o órgão, que informou que seriam feitas “verificações internas para apurar eventual falha nos procedimentos de transporte, recebimento ou destinação dos restos mortais”. A apuração foi confirmada pelo diretor do IML ao responsável da Delegacia Central de Suzano.
Em contato com O Diário, a mãe afirmou que ainda não houve qualquer atualização sobre o caso, nem por parte do IML e nem pelo lado da Polícia Civil.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) disse que as unidades do Instituto Médico Legal Central e de Suzano vão conferir os registros e o encaminhamento dos restos mortais, “respeitando a cadeia de custódia e as exigências legais e sanitárias”.
A nota ainda afirma que “não há confirmação de extravio” e que a família será orientada sobre a retirada dos restos mortais passíveis de entrega após a apuração dos procedimentos.