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Pastor indígena preso por atos antidemocráticos em Brasília era crítico de Bolsonaro

O indígena e pastor José Acácio Serere Xavante, de 42 anos, pivô dos atos de vandalismo em Brasília ao ser preso nesta terça-feira por participar de manifestações antidemocráticas, já fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, o Cacique Serere, como é conhecido, defendeu publicamente que Bolsonaro não entregue o cargo e chamou […]

Por O Diário
13/12/2022 17h04, Atualizado há 41 meses

O indígena e pastor José Acácio Serere Xavante, de 42 anos, pivô dos atos de vandalismo em Brasília ao ser preso nesta terça-feira por participar de manifestações antidemocráticas, já fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, o Cacique Serere, como é conhecido, defendeu publicamente que Bolsonaro não entregue o cargo e chamou a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fraude.

Em meados de 2018, o indígena, que chegou a apoiar a candidatura de Cabo Daciolo (Patriota) ao Planalto, respondeu nas suas redes sociais a um vídeo do então deputado federal Jair Bolsonaro. Nele, o futuro presidente dizia que “não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”.

“Todos que ameaçaram nosso povo indígena não irão sentar no trono do presidente da República Federativa do Brasil. Quem ameaça nunca terá vitória”, respondeu Serere em seu perfil no Facebook, em post hoje deletado, segundo o jornal mato-grossense A Gazeta.

Na época, o indígena, que também é pastor evangélico, já era crítico do Partido dos Trabalhadores, como mostram outras publicações em suas redes sociais.

Em uma publicação do dia 6 de outubro do mesmo ano, véspera do 1° turno das eleições, ele compartilhou um vídeo no qual afirmava que o PT se aproveitou dos indígenas. Na gravação, Serere, que aparece enrolado em uma bandeira do Brasil, não chega a citar Bolsonaro.

O indígena só viria a declarar o voto no ex-capitão do Exército dias depois, em 18 de outubro. Neste vídeo, ele ainda faz um alerta ao então candidato do PSL:

— Que o senhor não venha ameaçar os povos indígenas de entregar o fuzil e as armas aos fazendeiros para tomar as nossas terras. (…) Deus não quer a guerra aqui no Brasil. Para ter paz que o senhor respeite os direitos indígenas que estão dentro da Constituição Federal.

Natural de Poxoreu, em Mato Grosso, Serere Xavante é filiado ao Patriotas. Ele foi candidato a prefeito de Campinápolis, município situado a 658 km de Cuiabá. Ele teve apenas 689 votos e não foi eleito. Nas redes sociais, o Serere Xavante se apresenta como pastor evangélico e missionário da Associação Indígena Bruno Ômore Dumhiwê.

Entenda

A prisão de Serere Xavante pela Polícia Federal fez com que um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro depredasse pelo menos oito carros e ônibus estacionados próximos à sede da corporação, em Brasília.

O indígena foi preso a pedido da Procuradoria-Geral da República, após decisão do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Supremo Tribunal Federal, ele “convocou expressamente pessoas armadas para impedir a diplomação dos eleitos”. A prisão temporária de Serere tem prazo de 10 dias.

A decisão foi cumprida no dia em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi diplomado para exercer o cargo de presidente da República.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram Serere Xavante pelo menos duas vezes em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, nos últimos dias. Em ambas as ocasiões ele faz discursos inflamados diante do presidente Jair Bolsonaro, que havia saído para cumprimentar apoiadores.

Ao pedir a prisão temporária, a Procuradoria Geral da República (PGR) disse que ele vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição de Lula e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

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