PF faz operação de combate a roubo de dados e acesso indevido a benefícios de segurados do INSS
Agentes da Polícia Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (dia 6) contra uma organização criminosa que acessava dados e reativava de maneira fraudulenta aposentadorias, pensões e auxílios de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (Coinp) do órgão, cumpre 24 mandados de busca e […]
06/07/2023 13h18, Atualizado há 34 meses
Agentes da Polícia Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (dia 6) contra uma organização criminosa que acessava dados e reativava de maneira fraudulenta aposentadorias, pensões e auxílios de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ação, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (Coinp) do órgão, cumpre 24 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão temporária em dez cidades nos estados de São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Segundo a PF, a investigação teve início quando dispositivos não homologados, conhecidos como “chupa-cabra”, foram encontrados na rede local de duas agências do INSS em Teresina, no Piauí. Os equipamentos permitiriam o acesso indevido os dados dos segurados.
Os investigadores identificaram que uma empresa de fachada, com sede na capital paulista, era usada pela quadrilha na prática das fraudes. Os criminosos inseriam o dispositivo eletrônico na rede interna do INSS e, de posse dos dados e sistemas, reativavam benefícios já cessados, gerando pagamentos de valores retroativos para contas bancárias diferentes da do titular do aposentado ou pensionista.
Além disso, a investigação ainda identificou que a organização criminosa seria responsável por uma série de invasões a sistemas em diversos estados do país, com vazamentos de senhas de servidores do INSS e reativações indevidas dos benefícios.
A PF não informou o tamanho do prejuízo causado pela quadrilha, mas, segundo o INSS, as fraudes alcançariam cifras milionárias aos cofres da União. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, furto eletrônico, invasão de dispositivo informático e lavagem de bens e valores, com penas que, somadas, alcançam 30 anos de reclusão.