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Programa Desenrola: 4,8 milhões de brasileiros já foram ‘desnegativados’

Em três semanas de vigências, o programa Desenrola Brasil já renegociou R$ 5,4 bilhões em dívidas com os bancos. O balanço parcial divulgado nesta segunda-feira pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostra que o número de contratos renegociados se aproxima de um milhão. Pelo menos 4,8 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até […]

Por O Diário
07/08/2023 14h23, Atualizado há 33 meses

Em três semanas de vigências, o programa Desenrola Brasil já renegociou R$ 5,4 bilhões em dívidas com os bancos. O balanço parcial divulgado nesta segunda-feira pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostra que o número de contratos renegociados se aproxima de um milhão. Pelo menos 4,8 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 já foram ‘desnegativados’.

De acordo com a Febraban, o programa, que foi concebido pelo governo federal em parceria com os bancos para destravar o consumo e estimular a economia, deu um salto em relação às duas semanas anteriores, na chamada Faixa 2 (pessoas com renda de dois salários mínimos – R$ 2.640 até R$ 20 mil por mês).

Nessa faixa, devem ser beneficiadas 30 milhões de brasileiros. Trata-se de um aumento de 116% em relação aos R$ 2,5 bilhões que havia sido repactuados nos primeiros 15 dias do Desenrola Brasil. O balanço não inclui baixas de registros de outros credores não bancários.

A expectativa do governo é que, ao final do programa (que vai beneficiar outras faixas de renda), pelo menos 70 milhões de pessoas sejam atingidas. O projeto é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O número de contratos de dívidas negociados até a terceira semana chegou a 905 mil, mais que duas vezes os 400 mil contratos verificados até o dia 30 de julho, segundo a Febraban. A adesão ao programa irá até o dia 31 de dezembro.

“Essa adesão expressiva da população ao Desenrola comprova o interesse da sociedade e das famílias brasileiras em regularizar sua situação econômica e o acerto desta ação do governo e dos bancos”, avalia o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

A Febraban esclarece que cada banco tem sua estratégia de negócio, adotando políticas próprias para adesão ao Programa. As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la.

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