Associação Comercial também assina carta ao governo contra pedágio
O Diário publica mais uma carta assinada contra o pedágio na Mogi-Dutra. Dessa vez a fala é da presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Fádua Sleiman. Assim como o prefeito Caio Cunha e o presidente do Colégio de Arquitetos, conselheiro da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cuzes (AEAMC) e […]
06/05/2021 20h30, Atualizado há 63 meses
O Diário publica mais uma carta assinada contra o pedágio na Mogi-Dutra. Dessa vez a fala é da presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Fádua Sleiman.
Assim como o prefeito Caio Cunha e o presidente do Colégio de Arquitetos, conselheiro da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cuzes (AEAMC) e membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), Paulo Pinhal, Fádua traz argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra, encaminhada ao Governo do Etado de São Paulo.
Desde sábado, O Diário traz cartas de autoria de lideranças e representantes da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê sobre a ameaça de implantação da praça de cobrança na cidade e seus reflexos negativos para toda a região.
O texto não tem interferência editorial de O Diário e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que estará utilizando este espaço. Confira:
Ao Governo do Estado
Venho por meio desta manifestar a contrariedade da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) quanto à instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Como presidente dessa entidade secular, porta voz de milhares de comerciantes mogianos, reitero todo meu repúdio contra esta proposta.
E também alerto: a implantação do pedágio traria graves consequências ao comércio mogiano, e assim, para a economia não apenas do município, mas de todo Alto Tietê.
O comércio mogiano é um polo para toda região. A instalação de uma praça de pedágio significaria o aumento no custo para o comerciante, especialmente no que se refere ao transporte, o que consequentemente geraria a alta para o consumidor final e a perda da competitividade do setor. Além de trazer uma concorrência desleal, com o deslocamento dos clientes para o comércio das cidades vizinhas, os empresários também optariam por outro município em detrimento a Mogi.
O comércio é um dos pilares da economia mogiana, junto com os setores de serviços, indústria e agricultura. Todos os meses, somos responsáveis por gerar centenas de novos postos de trabalho, renda e impostos. Com a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra, um dos principais acessos de fornecedores e escoamento de mercadoria, toda a cadeia produtiva seria quebrada e impactada.
Todos os setores estão interligados, os efeitos da implantação da praça de cobrança seriam a fuga das empresas, desemprego e perda de poder de compra, o que atingiria em cheio o comércio, que atualmente, passa por um momento desafiador.
Por isso, senhor governador, peço que abandone esse projeto, pois se a ideia da implantação do pedágio seguir adiante significará o empobrecimento não apenas de Mogi, mas de todos os municípios adjacentes.
Hoje, Mogi das Cruzes representa uma das maiores economias do Alto Tietê e de todo o Estado de São Paulo abrigando grandes empresas, sendo uma das principais geradoras de emprego, inclusive, para os moradores das cidades pequenas e mesmo todos os atrativos existentes não seriam suficientes para evitar a debandada de investidores. Portanto, digo: Pedágio não!
Fádua Sleiman
Presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes