60% dos agentes de organização escolar da Diretoria Regional de Ensino de Mogi aderem à greve
Cerca de 60% dos agentes de organização escolar que atuam nas 68 escolas estaduais subordinadas à Diretoria Regional de Ensino de Mogi das Cruzes – que inclui Salesópolis e Biritiba Mirim – aderiram à paralisação de um dia realizada nesta quarta-feira (3) em todo o Estado de São Paulo, e também participam de manifestações na […]
03/11/2021 16h37, Atualizado há 55 meses
Cerca de 60% dos agentes de organização escolar que atuam nas 68 escolas estaduais subordinadas à Diretoria Regional de Ensino de Mogi das Cruzes – que inclui Salesópolis e Biritiba Mirim – aderiram à paralisação de um dia realizada nesta quarta-feira (3) em todo o Estado de São Paulo, e também participam de manifestações na cidade, região do Alto Tietê e na capital paulista.
Na cidade, a mobilização é organizada pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação de São Paulo (Afuse) de Mogi das Cruzes. Um grupo formado por 46 profissionais saiu do município em um ônibus fretado com destino a São Paulo. Mas, antes, esteve nas diretorias de Ensino de Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi, com o objetivo de dialogar com as respectivas dirigentes, porém, não conseguiu ser atendido.
Funcionários das escolas estaduais Branca Bauhmann, José Sanches Josende, Dagoberto José Machado, Francisco Ferreira Lopes, Sueli Oliveira Silva Martins, Gabriel Pereira, Cid Boucault, entre outras, aderiram à greve.
No último dia 18 de outubro, quando passou a vigorar a obrigatoriedade de 100% dos alunos presencialmente nas escolas, os agentes de organização escolar das unidades da rede estadual subordinadas à Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Mogi também aderiram de forma independente à paralisação de um dia no Estado de São Paulo, em protesto à desvalorização dos profissionais.
Na primeira greve, um total de 66% das 68 escolas da rede estadual da DRE-Mogi registrou adesão parcial ou de 100% de seus agentes de organização escolar. Além de criticarem a defasagem salarial, os profissionais reclamam de terem sido excluídos do abono salarial que contemplou dirigentes, supervisores, diretores, coordenadores e professores da rede estadual efetivos ou temporários, referente ao ano de 2021 e proporcional à carga horária semanal.
Os agentes de organização escolar defendem ainda o abono na mesma proporção do que será pago aos professores e gestores e efetivação dos contratados, assim como reajuste salarial anual de acordo com índice de inflação, evolução funcional e cancelamento do projeto de Lei 26/2021, que deve ser votado nesta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que entre outros, exclui as faltas abonadas, reduz salário, flexibiliza o dia da remuneração (poderá ser estabelecida em parte por bônus resultado), diminui o valor do abono por permanência, elimina a conversão da licença prêmio em dinheiro e passa o número de falta injustificadas de 30 para 15 dias, podendo levar à demissão do servidor.
Segundo aa representante de unidade de trabalho, Paula de Oliveira, que atua como agente de organização escolar na E.E. Professor José Sanches Josende, em Mogi, após a mobilização na capital, no final desta quinta-feira (3), será realizado um ato para decidir as próximas ações do movimento, que tem apoio do deputado Carlos Giannazi (PSOL).