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73 mil pessoas vão chegar a Mogi das Cruzes até 2030

Sem dados concretos sobre o crescimento populacional em 2022 por atraso no Censo 2020, a previsão sobre quantas pessoas viverão nos 712.541 km² de Mogi das Cruzes até 2030 toma por base índices passados que apontavam para um contingente de 524 mil habitantes contados a partir da chegada média anual de 6 mil novos moradores. […]

Por O Diário
31/08/2022 13h48, Atualizado há 47 meses

Sem dados concretos sobre o crescimento populacional em 2022 por atraso no Censo 2020, a previsão sobre quantas pessoas viverão nos 712.541 km² de Mogi das Cruzes até 2030 toma por base índices passados que apontavam para um contingente de 524 mil habitantes contados a partir da chegada média anual de 6 mil novos moradores.

Aniversário é acontecimento propício para se fazer contas, pactos e previsões para os próximos períodos. Esse suplemento buscou ouvir quem tem acompanhado de bancadas estratégicas o ritmo da ocupação, projeção e concretização de empreendimentos públicos e privados na cidade que cruza, neste 1º de setembro, os 462 anos de fundação que lhe dão o título de 13ª cidade mais antiga do Brasil.

Em 2022, a estimativa populacional de Mogi das Cruzes poderá apontar um crescimento de 1,1% e a existência de 460.598 habitantes, segundo análise do jornalista de dados, Castro Alves Bruno. Hoje, a cidade serve de endereço a 455 mil mogianos. Em 8 anos, poderão compartilhar o mesmo CEP e extensão territorial cerca de 524.037. Essa previsão baseia-se no comportamento desse quesito a partir do ano de 2000, quando o aumento populacional foi de 17,42% até 2010, e de 16,15% na década seguinte, fechada em 2020.

Esse compilado de números bate com pedidos de aprovação de empreendimentos imobiliários na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano. Olhando um pouco mais à frente, para 2050, o arquiteto e secretário da pasta, Cláudio de Farias Rodrigues, mira uma cidade com uma população entre 700 e 750 mil habitantes – o que será influenciado por situações conjunturais socioeconômicas. A oferta de imóveis desabitados mantém Mogi das Cruzes como um vetor de crescimento na região leste da Grande São Paulo, embora, implicativos como as restrições ambientais tendem a servir como uma espécie de freio.

Para a principal pergunta e percepção dos moradores, sobre como esse crescimento se dará e se há tempos para corrigir os erros sentidos com a falta de vias para tanto trânsito e vagas em escolas públicas para todos as crianças, o secretário informa que as medidas de contenção do adensamento em determinadas regiões, previstas em leis como a do Plano Diretor, terão de ser cumpridas. Algo que caberá ao poder público e à sociedade mogiana.

Esses meios de ordenar o zoneamento com ocupações qualificadas e por meio da promoção de centralidade (para que o morador tenha serviços públicos e privados perto de casa) visam melhorar a qualidade de vida e preservar, entre outras coisas, os corrediços verdes entre as serras do Itapeti, do Mar e a bacia do Rio Tietê.

Rodrigues destaca instrumentos como a criação das zonas de contenção do crescimento, que impõem restrições construtivas em imóveis localizados em pontos identificados no atual Plano Diretor. Outros impeditivos ambientais pela presença de mananciais (como o complexo de barragens que produz água para o Alto Tietê e parte de São Paulo) em determinadas regiões dos distritos mais afastados do centro, lembra o secretário, permitirão expansão, porém, com limites. Grandes condomínios, por exemplo, não deverão surgir em áreas entre o Botujuru e Sabaúna, em remanescentes verdes que deverão ser preservados.

Embora na letra da lei, esses limites possam ordenar a expansão urbana, o secretário afirma que a cidade tem grandiosos desafios, como ampliar o poder de geração de riqueza das pessoas e melhorar os serviços públicos, como os referentes à mobilidade. 

Para ele, questões como o transporte público, com o enxerto de avanços de outros modais, como o trem e até a bicicleta, precisam garantir a mobilidade de todas as regiões – de César, Jundiapeba, Centro …

A execução de obras, como novas avenidas e viadutos, concentradas em um dos maiores vetores de crescimento, em César de Souza, vai minimizar os efeitos do inchaço habitacional – porém, admite o secretário, levar o César de passageiros até César será cada vez mais demandado.

A questão é simplista – por mais que aportes públicos sejam planejados, a demora na execução e o crescimento constante com a chegada de 6 mil novos moradores não se dão no mesmo ritmo.

O Plano Diretor prega, entre outras coisas, a construção de uma cidade mais funcional para que a expansão da moradia não fermente, ainda mais, um status prejudicial, o de uma cidade dormitório.

Outro conceito

Nos novos empreendimentos, o mix de residência, comércio e lazer tem sido sugerido aos empresários. Um resultado positivo, que a cidade sentirá, no futuro, é a ampliação de fachadas ativas que estimula a convivência e reduz a moradia em condomínio fechado (embora, nesses lugares, o conceito seja esse).

O modelo usado no conjunto Helbor Patteo Mogilar, com praça e novas ruas, foi uma sugestão atendida, segundo o secretário Rodrigues, no planejamento do empreendimento aprovado há poucos meses para o imóvel da família Simões (Simpar), no Mogilar. Ao contrário do que se vê, de um lado da avenida Yoshiteru Onishi, com muros fechando os edifícios do lado direito da via, no futuro, a ocupação do lado esquerdo, será semelhante ao que ocorreu no Patteo Mogilar

Leis pretendem estimular uso social do espaço

Leis como a do Plano Diretor e do Uso e Ocupação do Solo foram criadas para ordenar o crescimento de Mogi das Cruzes.

Entre outros meios, elas buscam dar condições à Prefeitura, na hora da aprovação de empreendimentos, de promover a indução, promoção e controle pelo Executivo do desenvolvimento da cidade, através da regulação dos espaços urbanos e rurais. Essa legislação criou áreas de contenção do desenvolvimento.

O que é isso? 

O poder executivo pode estimular adensamento das áreas consolidadas, com melhoria das condições de infraestrutura urbana e restringir a ocupação urbana nas áreas de maior fragilidade ambiental. Isso acontecerá nas áreas de contenção de edificação, no mapa, em amarelo, onde, para atrair o empreendedor, uma progressão do índice potencial de construção garantirá benefícios a quem planejar obras em áreas de interesse urbano. É dessa maneira, por exemplo, que se dá o estímulo às fachadas ativas, que permitam a fruição de pedestres entre as edificações.

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