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Afastamento de funcionários afeta transporte de pacientes de Jundiapeba

O transporte pelas ambulâncias é um serviço oferecido para pacientes de Mogi das Cruzes que precisam realizar tratamentos de saúde dentro e fora do município, mas têm as condições de mobilidade que impossibilitam a locomoção por meios próprios. É o caso da pensionista Sonia Maria Brandão da Cunha que realiza um tratamento e precisa ir […]

Por O Diário
18/02/2022 15h18, Atualizado há 54 meses

O transporte pelas ambulâncias é um serviço oferecido para pacientes de Mogi das Cruzes que precisam realizar tratamentos de saúde dentro e fora do município, mas têm as condições de mobilidade que impossibilitam a locomoção por meios próprios. É o caso da pensionista Sonia Maria Brandão da Cunha que realiza um tratamento e precisa ir com frequência ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo para cuidar de um ferimento no pé, devido ao diabetes. Ela e o marido reclamam da demora no transporte. Já a Prefeitura informou que na quinta-feira (17) houve um problema pontual provocado pelo afastamento de funcionários que operam os veículos, em razão da contaminação com a Covid-19.

A O Diário, Sônia e o marido, Edson Luiz dos Santos Augusto, relataram as dificuldades. “Tenho feito visitas frequentes ao SUS (Hospital Luzia) pois estou com uma ferida aberta no pé. Nesta quinta-feira (17) de madrugada o meu marido precisou ligar à meia noite para conseguir agendar a ambulância para às 6 horas, mas só tinha disponível às 5 horas. Minha consulta estava agendada para às 7 horas”, explica a pensionista.

O casal teve de aguardar por três horas na UNICA de Jundiapeba, região onde reside, até a ambulância chegar às 9 horas, gerando atraso à consulta. “Nossa sorte foi que o motorista da ambulância falou com os funcionários do hospital e conseguiram encaixar minha esposa no atendimento. Se não fosse por isso, teríamos que esperar dias para conseguir nova vaga, enquanto ela precisa de atendimento urgente”, relata o aposentado.

“Sobre o horário de agendamento, o Setor de Ambulâncias da Prefeitura de Mogi das Cruzes orienta que o paciente ou familiar faça a solicitação do transporte com 3 horas de antecedência para organização do atendimento”, informou a Secretaria de Saúde em nota.

 A administração municipal afirma que apura caso especifico da denúncia.

Rotina

Quando não conseguem o transporte oferecido pela Prefeitura de Mogi, os dois têm optado pelo transporte público, o que desgasta o casal.

“Precisei ser transportada de cadeira de rodas pelo meu esposo de 66 anos, do SUS até o Terminal Estudantes, por conta dos atrasos. Sinto que é um descaso com quem necessita desse serviço”, expõe.

O que a Prefeitura de Mogi diz

Segundo a Secretaria de Saúde, o afastamento de funcionários infectados por covid-19, foi a principal causa dos atrasos nos atendimentos aos usurários na região de Jundiapeba.

“A frota do Setor de Ambulâncias destinada ao transporte eletivo de pacientes com mobilidade reduzida ou nula é composta por 19 ambulâncias, duas vans e 1 micro-ônibus”, comunicou a pasta. Diariamente, de acordo com o executivo, são realizadas em média de 160 remoções/dia para tratamentos dentro do município de Mogi das Cruzes e também para a Grande São Paulo.

O serviço é oferecido para pacientes que precisam realizar tratamentos de saúde dentro e fora do município, como hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, entre outros, porém não têm condições de mobilidade por meios próprios. É um serviço diferente do Samu, que presta atendimento de urgências e emergências, priorizando casos em que há risco de morte.

Quais são os serviços disponíveis

O serviço de remoção de pacientes em nosso município é composto por dois setores:

– SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, presta atendimento pré-hospitalar aos casos de urgência e emergência.

 – CURE – Central Única de Remoções Eletivas: transporte de pacientes para realização de procedimentos de caráter eletivos (AGENDADOS) no âmbito SUS e transferências inter hospitalares. Destina-se ao atendimento de pacientes com mobilidade reduzida ou nula, permanente ou temporária no âmbito municipal. Ou ainda, para realização de tratamento fora do município, assegurando a continuidade do atendimento.

A Central 192 é responsável pela regulação de ambos os setores, o cidadão é atendido por um rádio operador, o qual irá identificar se é uma remoção eletiva ou uma remoção de urgência e emergência.

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