Apesar de mais branda, produção rural de Mogi volta a sofrer com geada
Nove dias depois de uma geada intensa, os agricultores de Mogi das Cruzes voltaram a somar prejuízos na manhã desta quinta-feira (29) com o gelo formado pela baixa temperatura, que queima a produção. Às 5h, o produtor rural Ricardo Nonaka, que é presidente da Associação dos Chacareiros do Santo Ângelo, acreditava que não iria gear […]
29/07/2021 09h45, Atualizado há 61 meses
Nove dias depois de uma geada intensa, os agricultores de Mogi das Cruzes voltaram a somar prejuízos na manhã desta quinta-feira (29) com o gelo formado pela baixa temperatura, que queima a produção.
Às 5h, o produtor rural Ricardo Nonaka, que é presidente da Associação dos Chacareiros do Santo Ângelo, acreditava que não iria gear no bairro. O acúmulo de água no solo causado por horas seguidas de chuva nesta quarta-feira o levaram a pensar que o fenômeno não voltaria a destruir a sua produção de legumes orgânicos. Mas, quando o sol começou a sair, às 6h30, o solo estava com uma fina camada de gelo.
“É a geada negra que as pessoas chamam, que você não consegue ver direito. Ela queima a planta e só depois a gente vê.”
A geada da última semana causou um prejuízo, considerando apenas o valor de custo, de R$ 4,5 mil, da produção de abóbora paulista, pimentão, vagem e ervilha, abobrinha, que foi totalmente perdida.
“Eu comecei uma nova produção, mas a geada já atrapalha tudo, porque vai matar a plantinha, que já demoraria cerca de 60 dias para ficar boa para colher. O que eu estou fazendo para minimizar o prejuízo é plantar algumas coisas em estufa e trazer para o solo só quando passar essa onda de frio, eu trago ela para cá e, em 30 dias, fica pronto”, disse.
Do outro lado da cidade, no bairro do Cocuera, também conhecido pela produção agrícola, Luís Sérgio Rodrigues, de 47 anos, mostrou a produção de folhosos tomada pelo gelo.
“A cenoura é o único que salvou na semana passada. Agora as folhas não aguentam. A alface é mais sensível, tanto a mimosa, a crespa e a romana não aguentam. A geada de hoje, se depois o sol não vier muito forte, talvez dê para salvar um pouco, mas se ele vier muito forte, não vai salvar nada. Eu estou há 10 anos aqui e tinha muito tempo que eu não via acontecer isso”, conta.
A geada ocorre quando a água em cima das plantas ou o próprio ar atingem temperatura negativa e congelam, deixando as plantas ou superfíceis como vidros e latarias de veículos com uma camada de gelo.