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Após pressão de pacientes, fila para hemodiálise passa de 43 para 5 pessoas no Luzia

Dos cerca de 40 pacientes, que segundo a Secretaria de Estado da Saúde aguardavam no último dia 24 de outubro por vagas para atendimento ambulatorial de hemodiálise internados no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, agora cinco esperam por esta liberação na unidade de saúde. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) […]

Por O Diário
28/11/2023 17h26, Atualizado há 32 meses

Dos cerca de 40 pacientes, que segundo a Secretaria de Estado da Saúde aguardavam no último dia 24 de outubro por vagas para atendimento ambulatorial de hemodiálise internados no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, agora cinco esperam por esta liberação na unidade de saúde.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pela pasta, que confirmou, na data, a disponibilização de mais cinco vagas para tratamento em clínicas de hemodiálise de Mogi e região. Na última sexta-feira (24), outras 12 já haviam sido liberadas a pacientes que ocupam leitos no Luzia, enquanto aguardam há mais de três meses pelo procedimento ambulatorial.

A diminuição da fila e do tempo de espera acontece após pressão dos pacientes, que gravaram um vídeo para circulação nas redes sociais, no último dia 24 de outubro, relatando o drama.

Na ocasião, eles alertavam para a longa espera na unidade de saúde, onde permanecem internados para passar pelas sessões de hemodiálise em horários em que os equipamentos estão vagos, incluindo períodos da madrugada, por isso não podem ir para casa. Diferentemente, no atendimento em clínicas, os pacientes ficam em suas vagas, no convívio familiar, e comparecem aos locais apenas nos dias e horários agendados para as sessões, retornando para a residência.

Além da demora para conseguir uma vaga, o vídeo alerta para os riscos de infecção hospitalar, por vírus e bactéria, além de outras doenças transmissíveis, durante a internação hospitalar. 

O Diário vem acompanhando o caso e divulgando matérias mostrando o deficit de vagas para sessões de hemodiálise em Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê. 

Embora a Secretaria de Estado da Saúde afirme, desde 24 de outubro que 43 pacientes permanecem uma média de três meses internados no Hospital Luiza de Pinho Melo, em Mogi, para a realização das sessões, nos bastidores da unidade de saúde comenta-se que este número chegou a 56 pessoas, sendo que alguns aguardaram até cinco meses para continuar o tratamento em clínicas.

Uma das que ficou na fila por 95 dias até receber a notícia de que teria uma vaga para continuar o tratamento em clínica de hemodiálise é a decoradora Vanessa Cristina de Paula Silva, 43 anos. 

“Não tem hora certa, fazemos as sessões quando há possibilidade, então, em algumas ocasiões, isso acontece durante a madrugada, por isso, todos ficam internados aqui à espera dos horários em que a máquina está livre. Enquanto isso, não podemos ir para casa e nem trabalhar. Como faço salgadinhos, decoração para festas e artesanatos, estou sem rendimentos este tempo todo. Ficou complicado demais”, conta ela, que é casada e tem três filhos e três netos.

Ela espera passar por exames nesta sexta-feira (1º) e receber alta no domingo (3). “Vamos gravar um vídeo agradecendo a todos que nos ajudaram, incluindo o jornal O Diário”, conta ela, que está internada no Luzia desde o último dia 24 de agosto.

 

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