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Áreas às margens da Mogi-Dutra têm potencial para atrair investimentos

Áreas às margens da rodovia Mogi-Dutra, já com projetos para ocupação, podem ter o potencial de desenvolvimento econômico ameaçado com a possível instalação de pedágios na via. A avaliação é do secretário municipal de Urbanismo da Prefeitura de Mogi das Cruzes, Claudio de Faria Rodrigues, que aponta como exemplo a região com cerca de 1,5 […]

Por O Diário
01/09/2023 07h11, Atualizado há 35 meses

Áreas às margens da rodovia Mogi-Dutra, já com projetos para ocupação, podem ter o potencial de desenvolvimento econômico ameaçado com a possível instalação de pedágios na via. A avaliação é do secretário municipal de Urbanismo da Prefeitura de Mogi das Cruzes, Claudio de Faria Rodrigues, que aponta como exemplo a região com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados, localizada ao lado direito de quem entra na estrada, vindo da capital paulista sentido Mogi, no perímetro entre o Centro de Distribuição da Kimberly Clark, o Mosteiro da Transfiguração, o Residencial Monterey Ville e a General Motors.

“É uma faixa muito extensa, em uma zona de ocupação importante para o desenvolvimento econômico, onde podemos ter a instalação de indústria, outlet, condomínio residencial ou outros empreendimentos de grande porte. Existe a faixa com grande cobertura vegetal, mas que ao longo do tempo, se houver planejamento adequado, é possível ser ocupada de maneira sustentável. Na região já tem o condomínio Monterey e mais à frente o Aruã. Além disso, bem próximo da estrada da Pedreira, há solicitações de anuência prévia de outros loteamentos, em aprovação na Prefeitura. Então, um pedágio acaba impactando todo este desenvolvimento urbanístico do ponto de vista habitacional”, explica o secretário.

Além da ocupação urbana, Rodrigues também aponta que a cobrança de tarifa na Mogi-Dutra afeta diretamente a economia da cidade. “As principais rodovias que cortam nossa região são a Ayrton Senna e a Presidente Dutra, então, este corredor da Mogi-Dutra, na área urbanizada, onde a cidade se desenvolveu, é a principal conexão não apenas com as cidades vizinhas do Alto Tietê, mas fundamentalmente, com a capital paulista e o Vale do Paraíba, e esse processo é fundamental para o deslocamento diário dos mogianos, da produção agrícola e industrial”, avalia.

A agricultura representa um capítulo à parte na economia da cidade, já que Mogi das Cruzes é considerado Cinturão Verde do Estado de São Paulo e responsável pelo abastecimento não apenas da capital paulista, como também de outros grandes centros urbanos. “O escoamento de toda essa produção de hortaliças de Mogi, além de Biritiba Mirim e Salesópolis, é feita pela malha viária da Mogi-Dutra. Então, nessa dinâmica das atividades econômicas que temos no Alto Tietê, Mogi é a cidade referência, o que traz uma valorização ainda maior para as estradas que cortam o município e contribuem fundamentalmente para o desenvolvimento da região como um todo”, reforça Rodrigues. 

A localização privilegiada e estratégica de Mogi, a 40 km da capital paulista e 50 km do litoral, com fácil acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e ao Porto de Santos, além de ligações rodoviárias com o Vale do Paraíba e região do ABC, também pesa muito como contribuição ao desenvolvimento econômico. “Mogi é uma cidade que oferece qualidade de vida a seus moradores, o que é significativo nos dias de hoje, e isso também se dá por causa deste deslocamento por meio destas importantes rodovias, que são a Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga”, considera o Rodrigues.

Ainda analisando a ligação de Mogi com toda a região, ele destaca a Mogi-Bertioga como forte ponto de conexão com o litoral paulista. “Esta rodovia, assim como a Mogi-Dutra, é rota de passagem de grande parte das pessoas que vem da cidade de São Paulo ao litoral”, frisa.

Na visão de Rodrigues, o pedágio previsto para a Mogi-Bertioga, também causará impactos na economia local, atingindo principalmente os proprietários de estabelecimentos instalados às margens da estrada. “Assim como os eixos comerciais da região central de Mogi, os localizados na rodovia também dependem da entrega de mercadorias, que acabarão tendo o preço impactado pela cobrança de pedágio”, conclui.

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