Assistência Social notifica famílias que ocupam área na Vila São Francisco
As equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social notificaram as pessoas que ocupam deste o início deste ano uma área particular na Vila São Francisco, a comparacerem à sede da pasta. Segundo afirma a Prefeitura, o objetivo é “dialogar e aprofundar o levantamento inicial, com a identificação de situações pontuais” e a tentativa de se […]
29/06/2021 19h47, Atualizado há 62 meses
As equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social notificaram as pessoas que ocupam deste o início deste ano uma área particular na Vila São Francisco, a comparacerem à sede da pasta. Segundo afirma a Prefeitura, o objetivo é “dialogar e aprofundar o levantamento inicial, com a identificação de situações pontuais” e a tentativa de se encontrar “alternativas para a proteção social” do grupo formado por 216 pessoas.
Um estudo da administração municipal aponta que a maior parte dos ocupantes é de outras cidades.
“A Prefeitura pretende auxiliar essas famílias, visto que a situação delas é precária. Por isso, fomos até lá para convidá-los a comparecer na sede da Assistência, para que possamos entender as reais demandas, específicas de cada família e buscar soluções”, destaca a secretária municipal de Assistência Social, Celeste Gomes.
A Prefeitura afirma que busca, junto aos moradores e à empresa, que detém a posse da área, apesar de não ter iniciado atividade fabril no lugar, “alternativas para a oferta de proteção social às pessoas que lá estão”.
Segundo uma pesquisa feita no último dia 6 de maio, a ocupação contava com 291 unidades (barracos), sendo 176 não habitadas ou inacabadas, 46 identificadas sem ocupantes e 69 habitadas.
Das 69 unidades ocupadas, em 52 as pessoas declararam que são de outras cidades, sendo a maioria da zona leste de São Paulo e 17 famílias disseram ser de Mogi das Cruzes.
Ao todo, foram constatadas 216 pessoas presentes na área, sendo 129 adultos e 87 crianças e adolescentes.
Segundo a Assistência Social, a invasão se iniciou com a ação de grupos oriundos de outras cidades.
Também há situação de extrema precariedade e risco à saúde pública, com a inexistência de fornecimento de água, de esgotamento sanitário, além da devastação da vegetação.
A Prefeitura de Mogi afirma ter providenciado o fechamento da área, “com o intuito de evitar novas invasões, ação essa que não compreendeu a remoção de nenhuma família do local”.
A medida foi adotada após a obtenção de liminar concedida pelo juiz Eduardo Carvert, da Vara da Fazenda Pública, que determinou o congelamento da área, proibindo qualquer ato de terraplanagem, remoção de terra, derrubada de vegetação, além da modificação da estrutura já existente e da condição do local.
A área segue sendo monitorada pela Guarda Municipal.