BicicleATO pede justiça por ciclista que teve perna amputada
Neste domingo (4), grupos de ciclistas de Mogi das Cruzes realizam o “BicicleATO”, a partir das 9 horas, para pedir justiça por Alessandro Palazzi. O ciclista foi atropelado no dia 6 de junho, na Avenida Yoshiteru Onishi, e no último dia 24 precisou ter a perna direita amputada. Ele segue internado no Hospital Santa Marcelina, […]
02/07/2021 14h11, Atualizado há 62 meses
Neste domingo (4), grupos de ciclistas de Mogi das Cruzes realizam o “BicicleATO”, a partir das 9 horas, para pedir justiça por Alessandro Palazzi. O ciclista foi atropelado no dia 6 de junho, na Avenida Yoshiteru Onishi, e no último dia 24 precisou ter a perna direita amputada. Ele segue internado no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, na Capital.
Com saída do Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos, no Mogilar, a manifestação terá um trajeto curto, mas simbólico. Isso porque os participantes partirão do Ginásio pela Yoshiteru Onishi e farão uma parada no local em que aconteceu o acidente. Depois disso, eles seguem para o terminal rodoviário Geraldo Scavone e seguem pela Rua Professor Álvaro Pavan, indo até a Estação Estudantes.
De lá, sobem a Avenida Cândido Xavier de Almeida e Souza e param em frente ao Fórum, aonde pedem por justiça. Na sequência, vão para Avenida Narciso Yague Guimarães e, em frente a Câmara Municipal e Prefeitura, protestam, de maneira pacífica, por mais mobilidade urbana e pela implantação de leis que deem suporte aos ciclistas. Ao final, retornam para a Avenida Cívica.
“Desde o momento que o Alessandro foi atropelado, houve muita comoção e não seria diferente. O ciclismo é uma grande família e essa manifestação aconteceria de qualquer forma. É o início de uma longa jornada em que os ciclistas estão unidos para buscar seus direitos previstos pela lei de trânsito. Nós queremos que o caso seja bem apurado pela Justiça. E nosso amigo já mostrou a vontade de voltar a pedalar, mesmo que de maneira adaptada. Queremos que isso aconteça em um melhor cenário, com mais segurança”, diz Ubirajara Nunes, um dos representantes do Coletivo MTB Mogi.
Atuando na organização do evento, eles diz que não é possível prever quantos ciclistas devem participar. Ainda assim, tomando como base as redes sociais, afirma que acredita que terá uma boa adesão. Até mesmo pessoas da Zona Leste de São Paulo estão se programando para virem à cidade participar do ato. Isso servirá, ainda, para mostrar à Prefeitura que as bicicletas são numerosas pela cidade e pela região.
Nunes acredita que a Administração Municipal tem acolhido as pautas dos ciclistas e espera que grandes projetos sejam desenvolvidos para melhorar a mobilidade urbana da cidade – tanto para quem pedala quanto para os pedestres, com a implantação de ciclovias, ciclofaixas e sinalizações.
“O que estamos promovendo é um ato pacífico que tem como principal objetivo mostrar nossa solidariedade ao Alessandro. Mas, além disso, queremos demonstrar nossa força e dar ênfase à importância que precisa ser dada aos ciclistas. Este é o primeiro ato, mas não ficaremos só nisso. Nós queremos mudanças e vamos em busca disso”, frisa Nunes.
Ele orienta ainda que todos os participantes do “BicicleATO” compareçam ao evento usando máscaras, mantenham o distanciamento social e levem seu álcool em gel.
O Caso
No dia 6 de junho deste ano, Alessandro Palazzi, de 40 anos, foi atropelado por um carro, na avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, e teve diversas faturas, como na tíbia e no nariz, além de sangramento interno no crânio. O motorista fugiu do local, sem prestar socorro.
No último dia 24, ele precisou ter a perna amputada. Na ocasião, o pai dele, Nilson de Souza, contou que uma médica vascular o informou que, após ser esmagada, a perna direita de Alessandro teria de ser amputada “por estar muito infeccionada” e “para evitar que a infecção passasse para outras partes do corpo”.
A partir disso, os ciclistas começaram a se organizar para promover o “BicicleATO”.