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Bispo dom Pedro Luiz Stringhini assina carta de número 48 contra o pedágio

O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, destaca em carta ao governador do Estado, João Doria, os prejuízos financeiros que um pedágio instalado na rodovia Mogi-Dutra trará aos usuários da rodovia e a todos os demais mogianos. Ele subscreve a carta de número 48. Desde 1º de maio, O Diário publica […]

Por O Diário
10/07/2021 09h39, Atualizado há 61 meses

O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, destaca em carta ao governador do Estado, João Doria, os prejuízos financeiros que um pedágio instalado na rodovia Mogi-Dutra trará aos usuários da rodovia e a todos os demais mogianos.

Ele subscreve a carta de número 48. Desde 1º de maio, O Diário publica os registros ao Governo do Estado que expõem as contradições e riscos da praça de cobrança prevista na concessão das rodovias litorâneas. 

As publicações não têm qualquer interferência  editorial de O Diário, na linha escolhida pelas lideranças sociais e políticas que se valem desse espaço diariamente para discutir tal projeto rechaçado pelo Alto Tietê.

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta manifestar repúdio à instalação, pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), de uma praça de pedágio na Rodovia Pedro Eroles – Mogi-Dutra (SP-88).

Essa rodovia é hoje a principal via de acesso a Mogi das Cruzes para moradores, visitantes e para transporte de cargas de produtos que chegam da capital paulista ou do interior, sendo também a principal saída em direção a esses destinos.

Não se pode desconsiderar que Mogi das Cruzes compõe, com demais cidades de seu entorno – Região do Alto Tietê – o grande cinturão verde do Estado, sendo um dos polos mais importantes de abastecimento do mercado de frutas e hortaliças. Toda essa produção chega ao centro distribuidor paulista através dessa rodovia. A instalação do pedágio constituiria um verdadeiro obstáculo ao escoamento da produção de hortifrútis, encarecendo as demais áreas de bens e serviços, aumentando preços e diminuindo oportunidades para o mercado da região. Haveria também alta nos fretes de bens e produtos vindos de fora, consumidos na cidade. Ou seja, vislumbra-se prejuízo em todos os sentidos. 

Outro fator é que boa parte da população trabalha fora dos perímetros de Mogi, usando essa importante via de saída da cidade em direção à capital paulista ou outros destinos circundantes. A instalação da praça de pedágio, além de represar ainda mais o grande fluxo dos veículos que deixam a cidade todas as manhãs, tornaria ainda mais oneroso o custo de vida da população mogicruzense.  

Cito um exemplo o grupo dos seminaristas da Diocese, que residem na Fazenda Tabor – situada à altura do km 42. Eles têm que cruzar a rodovia ao menos duas vezes por dia para estudarem no centro da cidade, utilizando duas Vans. Devendo pagar pedágio, arcariam com quatro tarifas por dia, isto é, 120 tarifas a cada mês. E os exemplos se multiplicam se pensarmos em quantos pequenos agricultores e outras famílias habitam ao longo da Rodovia.

Estes e tantos outros fatores devem ser levados em consideração pelo poder público na tomada de decisão acerca da instalação do pedágio nessa rodovia, o que de nossa parte parece descabido e injusto, tendendo, mais uma vez, a penalizar os menos favorecidos. São alguns dos motivos que indicam que é preciso resistir. 

Dom Pedro Luiz Stringhini

Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes 

 

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