Bombeiros alertam para aumento de riscos de afogamentos nesta época do ano
Mogi das Cruzes e Suzano são as cidades com maior número de casos de mortes por afogamentos no Alto Tietê nos últimos anos. Os dois municípios estão no topo desta lista nos últimos cinco anos, desde 2016, como demonstra o balanço realizado pelo Grupamento do Corpo de Bombeiros.Os números, no entanto, apontam também uma queda […]
16/12/2021 16h52, Atualizado há 56 meses
Mogi das Cruzes e Suzano são as cidades com maior número de casos de mortes por afogamentos no Alto Tietê nos últimos anos. Os dois municípios estão no topo desta lista nos últimos cinco anos, desde 2016, como demonstra o balanço realizado pelo Grupamento do Corpo de Bombeiros.Os números, no entanto, apontam também uma queda de 19,3% nas ocorrências em 2021, em comparação com 2020.
O Corpo de Bombeiros orienta as pessoas a redobrar os cuidados e atenção no verão, período de férias, em que o índice de afogamento aumenta em 30%. Os locais de grande risco na região do Alto Tietê são rios, lagos, lagoas, represas e córregos. O início dos dias mais quentes leva mais pessoas às represas e lagoas. Com profundidades diferenciadas, esses locais têm pontos perigosos para a prática. A maioria das vítimas é pessoas do sexo masculino entre 8 a 59 anos de idade.
Para se ter uma ideia do problema, apenas neste último fim de semana o Corpo de Bombeiros atendeu duas ocorrências fatais nas duas cidades. Em Mogi o acidente aconteceu no domingo (12) na represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba, próxima à rodovia Mogi Bertioga, com a morte de um homem adulto.
Outras ocorrências por afogamentos ocorreram no sábado (11), em Suzano: um jovem de 18 anos morreu e um homem foi levado para a Santa Casa local, com vida. Os casos ocorreram nos Jardins Guaió e Guatambu, onde banhistas costumam usar lagoas com histórico de afogamentos. A mais famosa da cidade é a Lagoa Azul, mas outra muito frequentada é a do Raposão.
A boa notícia é que apesar de preocupantes, os números vêm caindo nos últimos anos no Alto Tietê, região onde estão instaladas diversas represas que integram o Sistema de Abastecimento do Alto Tietê, composto por cinco represas, próximas às cabeceiras do Rio Tietê, localizadas em Salesópolis, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes e Suzano: Ponte Nova, Taiaçupeba, Jundiaí, Biritiba e Paraitinga.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, em 2021 até agora foram 25 mortes por afogamentos em todas as cidades da região. Em 2020 aconteceram 31 afogamentos. Neste ano, até agora foram sete ocorrências em Mogi, 30% menor do que a quantidade de ocorrências atendidas pelo CB em 2020, que somaram 10 óbitos. Em 2019 foram 12, em 2018 chegou a 14; 2017 bateu recorde com 18 casos; e 2016 foram 13 mortes por afogamento.
Suzano neste ano teve até agora três mortes a mais do que Mogi, com a perda de 10 vidas nessas circunstâncias. A quantidade é a mesma de 2020, quando a cidade também tiveram outras 10 mortes por afogamentos. Em 209 foram 08; em 2018 foi 11; em 2017, 5 ocorrências; e mais 7 em 2016.
A cidade de Itaquaquecetuba teve, um 2021, uma morte afogamento até agora. No ano passado foram duas; mesma quantidade observada em 2019. Em 2018 o CB atenderam sete óbitos; em 2017 outros 2; 2016, 6 vítimas fatais.
Já em Guararema foram 3 em 2021; 1 em 2020; 2 registros em 2019; 1 caso em 2018; em 2017 mais 1; e 2016 fechou com 3 mortes.
O quadro em Biritiba Mirim ficou assim: 2021 – 1; 2020 -04; – 2019 –05; 2018 – zero; 2017 -03; 2016 sem registros.
A situação de Ferraz de Vasconcelos: 2021 – 1; 2020 -02; – 2019 – zero; 2018 –1; 2017 =1; e no ano de 2016 mais uma ocorrência.
No município de Salesópolis ao CB apontam que em 2021 houve uma morte; 2020 também teve um caso. Já em 2019 foram 2; 2018, zero; 2017, 4; e nenhum em 2016.
Os índices de Poa também são baixos: 2021, um caso; 2020 –um; 2019 – um; 2018 e 2017 – zero ; em 2016 duas mortes.
Prevenção
O Corpo de Bombeiros explica que os pais devem orientar sempre os filhos a não frequentarem locais impróprios para o lazer aquático;
As dicas de segurança são aos seguintes:
– Se você se sentir em perigo não entre em pânico, tente boiar;
– Não abuse do álcool, ele o faz perder a noção do perigo;
– Comer demais e entrar na água é arriscado pode ocorrer uma congestão;
– Procure se banhar em lugares onde tenha salva-vidas;
– Ao identificar uma pessoa se afogando tente fornecer objeto flutuante;
– Só entre na água para socorrer se for seguro a você, e use algum material flutuante;
– Tente ajudar sem entrar na água mantenha sua segurança
– Se não for seguro a você não tente ajudar, pois pode tornar mais uma vítima;
– Sempre ligue ao 193.
– Recomenda-se que não frequentem esses lugares (lagos e Represas) pois oferecem inúmeros riscos tais como: pedras, galhos, buracos, entulhos entre outros, mergulhar, nadar ou saltar nestes lugares podem representar sérios riscos de lesões, inclusive permanentes.
O material com informações detalhadas e esclarecimentos está disponível o site do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, com divulgação de orientações e prevenções de acidentes referente a diversos assuntos, podendo ser acessado através do link: http://www.corpodebombeiros.sp.gov .