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Câmara rejeita inclusão da Parada do Orgulho LGBT+, no Calendário Turístico do Município

A Câmara de Mogi rejeitou por 10 votos a sete o projeto de lei de autoria da vereadora Inês Paz (PSOL), assinado por mais sete parlamentares, que pretendia inserir a Parada do Orgulho LGBT+, no Calendário Turístico do Município. A votação da matéria durante a sessão desta quarta-feira foi tumultuada. Houve uma grande pressão por […]

Por O Diário
04/05/2022 19h01, Atualizado há 52 meses

A Câmara de Mogi rejeitou por 10 votos a sete o projeto de lei de autoria da vereadora Inês Paz (PSOL), assinado por mais sete parlamentares, que pretendia inserir a Parada do Orgulho LGBT+, no Calendário Turístico do Município. A votação da matéria durante a sessão desta quarta-feira foi tumultuada. Houve uma grande pressão por parte dos evangélicos que ocuparam a galeria, com cartazes contra o projeto. Os representantes da população LGBTQIA+ também estavam presentes, mas o grupo era menor.

A vereadora Inês Paz (PSOL) ao perceber a movimentação das galerias e a disposição dos vereadores das bancadas evangélica e católica contra a proposta, tentou adiar a votação. Ela argumentou que um dos parlamentares que assinou o projeto de lei, o José Luiz Furtado (PSDB), teve um compromisso em Brasília e não pode estar presente na sessão. Mas, o pedido de vistas foi rejeitado pelos 10 que votaram contra.

Na hora da votação, dos 23 vereadores, apenas 17 vereadores estavam no plenário. Alguns deles, que marcam presença no inicio da sessão, deixaram o local na hora do voto, como no caso de Edinho do Salão (MDB), Fernanda Moreno (MDB) e Otto Rezende (PSD). Além de José Luiz, o vereador Francimário Viera de Macedo (PL), o Farofa, faltou da sessão, para cumprir uma agenda do partido.  

Para defender a proposta, Inês falou sobre a necessidade de respeitar as diferenças, argumentou que não haveria custos para o Executivo, que esse evento já acontece em diversos locais do País, leu o depoimento de uma mãe cujo filho se suicidou por falta de compreensão dos pais a respeito da opção sexual.

Os vereadores Iduigues, Edson e Bigêmeos, que assinaram a matéria também se pronunciaram em favor do projeto, com discursos contra o fim da discriminação e da homofobia, garantia dos direitos dessa população de fazer a opção que quiser, da necessidade de criar pontos e não construir muros. Mas, não conseguiram convencer os demais. Nenhum dos que votaram contra manifestaram publicamente para defender o seu ponto de vista.

Durante todo o debate, os religiosos se manifestaram, com cartazes e gritos contra a proposta, dizendo que estavam defendendo as famílias e que isso é coisa do diabo. O mesmo aconteceu com o grupo LGBTQIA+ que também levou faixas em defesa da causa. Quando acabou a votação, as manifestações se intensificaram, o que fez com  o presidente da Casa tivesse que interromper a sessão rapidamente

O projeto de lei foi assinado pelos vereadores: Inês Paz, José Luiz, Edson Santos (PSD), Marcelo Bras (PSDB), Mauro Yokoyma (PL), Eduardo Ota (PODE) e Iduigues Martins (PT).

Quem votou contra foram os vereadores:  Carlos Lucareski (PV), Clodoaldo de Moraes (PL), Malu Fernandes (SD), Maurino José da Silva (PODE), Osvaldo Antonio da Silva (Republicano), Juliano Botelho (PSD), Johnross Jones Lima (PODE) e Mauro de Assis Margarido (PSDB), o Maurinho do Despachante.

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