Banco de Sangue de Mogi precisa de mais doadores
Com a ainda vigente pandemia do novo coronavírus, bancos de sangue de diversas localidades do país estão em situação crítica. Neste mês, para incentivar doadores, é realizado o “Junho Vermelho”. A iniciativa visa manter os estoques abastecidos e conscientizar sobre a ação que pode salvar vidas. O Banco de Sangue que opera na Santa Casa de […]
17/06/2021 15h18, Atualizado há 62 meses
Com a ainda vigente pandemia do novo coronavírus, bancos de sangue de diversas localidades do país estão em situação crítica. Neste mês, para incentivar doadores, é realizado o “Junho Vermelho”. A iniciativa visa manter os estoques abastecidos e conscientizar sobre a ação que pode salvar vidas.
O Banco de Sangue que opera na Santa Casa de Mogi está com os estoques dos tipos sanguineos O positivo e O negativo baixos e toda doação é bem vinda. Na cidade, houve queda nos doadores, porém, ainda não há risco de desabastecimento, apesar da oscilação dos estoques. O equipamento garante que a doação é segura e conta que reforçou a higienização e normas de biossegurança.
“Desde o início da pandemia estamos continuamente em campanha, pois as doações estão oscilando muito, tem semana que está muito fraca e tem semana que melhora muito”, conta Larissa Feitosa, gerente administrativo do Banco de Sangue de Mogi.
Ela, porém garante que não há risco de desabastecimento. “Estamos continuamente fazendo campanhas nas redes sociais e com os familiares dos pacientes. Os tipos que mais precisamos são o O positivo e O negativo”, acrescenta.
“Os bancos de sangue estão tomando precauções extras para ajudar a manter os doadores protegidos contra o coronavírus: a entrada dos doadores agora é por outra portaria do hospital, está subindo somente de 6 em 6 da recepção, além de reforçar a higienização e normas de biossegurança. Mesmo com as restrições de distanciamento, o processo para doar sangue é seguro”, explica Larissa.
Como doar
Para doar sangue é necessário ter entre 18 e 69 anos e pesar a partir de 55 quilos. O doador não pode ter apresentado gripe ou febre nos últimos 15 dias; não ter tido Hepatite, Sífilis, Malária (maleita), em qualquer época da vida; não ser usuário de drogas, entre outras regras que estão disponíveis no site da Santa Casa de Mogi (https://santacasamc.com.br/servicos/banco-de-sangue/)
O doador deverá apresentar o seu documento de identidade com foto e não deve estar em jejum. Porém, se isto ocorrer, poderá se alimentar antes da doação no próprio local. Aos fumantes é conveniente não fumar no horário que precede a doação e logo após a coleta.
Por fim, Larissa convida doadores a ajudarem e aderirem às campanhas. “A doação é um ato voluntário que pode salvar até 4 vidas”, finaliza.
O doador passa por seis etapas simples para a doação, que é rápida.
Na primeira é necessário apresentar do documento de identidade na recepção do banco de sangue, bem como atualização de endereço, telefone, etc.
O 2º Passo envolve orientações preliminares ao doador de sangue.
No 3º Passo é feita a Pré-triagem: são avaliados o peso, altura, verificação da pressão arterial, pulso e temperatura. O processo envolve também uma “picadinha” no dedo para verificar se o doador tem anemia.
No 4º Passo ocorre a entrevista clínica, que é confidencial e o sigilo é absoluto – a sinceridade nas respostas é fundamental neste processo;
Neste passo o doador assina um Termo de Responsabilidade onde refere ter entendido as informações, respondido com sinceridade ao questionário, concordar com a coleta de sangue e afirma que se houver resultados sorológicos alterados, será chamado pelo serviço para aconselhamento.
No 5º Passo ocorre a coleta de sangue em si. A quantidade coletada é de 450 a 500 ml; serão 8 ml/Kg para a mulher e 9 ml/Kg para o homem.Também serão coletadas as amostras para os exames sorológicos obrigados por lei e realizados pelo serviço.
O Banco de Sangue atende de segunda a sexta das 7h30 às 12h.