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Campanha em pedágios alerta para fogo em mata, que aumenta de julho a outubro

Pesquisa no Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra que de 1 a 16 deste mês, 551 focos de incêndio já foram identificados no Estado de São Paulo. No ano passado, nos 30 dias de agosto, foram 1.111 registros, um número pouco acima da média histórica que é de 905. Em Mogi […]

Por O Diário
17/08/2021 14h40, Atualizado há 60 meses

Pesquisa no Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra que de 1 a 16 deste mês, 551 focos de incêndio já foram identificados no Estado de São Paulo. No ano passado, nos 30 dias de agosto, foram 1.111 registros, um número pouco acima da média histórica que é de 905. Em Mogi das Cruzes, cinzas e o cheiro de queimadas registram os focos de incêndio em diversas regiões, nas últimas semanas.

Agosto é um dos meses que apresenta alta destes casos por fatores como a seca e a grande extensão de áreas verdes ressequidas neste inverno. Os dados são pano de fundo para a campanha iniciada em praças de pedágios, com mensagens sobre os riscos dos danos ambientais provocados por má-fé ou ignorância.

Até outubro, o ritmo de queimadas se altera, especialmente em invernos muito secos, como o atual, que registrou semanas sem chuvas em muitas cidades paulistas. Veja aqui os dados atualizados até 16 de agosto pelo Inpe.

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), como anunciou em visita a Mogi das Cruzes, o secretário Marcos Penido, na semana passada, está estendendo as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais com a campanha de conscientização em praças de pedágio das rodovias concedidas paulistas.

As mensagens educativas, que têm o apoio do Sistema Faesp/Senar-SP e Sindicatos Rurais já estão em 1.100 cancelas e foram colocadas nos pedágios pelas concessionárias que fazem parte do Programa de Concessões Rodoviárias, regulado e fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a Artesp.

Marcos Penido reforça a importância da ação e do apoio de todos os parceiros: “Essa soma de esforços é positiva para cada cidadão e principalmente para o meio ambiente”, reforçou o secretário (O Diário anunciou o reforço das ações de conscientização: leia aqui).

Durante o período de estiagem, entre junho e outubro, os riscos de incêndios se acentuam e, por isso as fiscalizações e campanhas de conscientização são intensificadas.

Para o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles, “É fundamental a união das entidades, reforçando a prevenção, principalmente nesse ano, e nesse período crítico para o produtor rural, com a crise hídrica que enfrentamos e os demais fatores climáticos que vem afligindo o Estado”, afirma.

 Ao passar pelas cancelas dos pedágios das rodovias concedidas, o motorista vai encontrar as seguintes mensagens: Não faça fogo na mata; Não jogue bituca na rodovia; Não queime lixo; Não solte balões. As frases educativas também estão sendo veiculadas nos painéis eletrônicos das rodovias.

 “A preocupação em evitarmos as queimadas nas rodovias concedidas é constante, mas se intensifica nesta época do ano. Em 2020, por exemplo, registramos 7.805 ocorrências, das quais 54% aconteceram no período entre junho e setembro. Por isso, devemos nos unir e insistir na conscientização”, afirma Milton Persoli, diretor-geral da Artesp.

Dentro da campanha de conscientização, que fica ativa até outubro, a SIMA firmou parceria ainda com as secretarias estaduais de Saúde, Transportes Metropolitanos e Prodesp para que mensagens sobre os incêndios florestais sejam divulgadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do Poupatempo, além das estações do Metrô, CPTM e EMTU. Nesses locais já estão fixados cartazes com informações sobre a Operação Corta-Fogo 2021.

 Mensagens estão sendo divulgadas também nas redes sociais de todos os órgãos integrantes da Operação Corta-Fogo e das prefeituras parceiras, com informações sobre as consequências dos incêndios florestais, como a destruição da fauna e da flora, além do risco para a saúde da população.

Só em 2020 foram registrados 269 focos de incêndio em mais de 21 mil hectares de mata. Entre as causas identificadas estão a queima de lixo, vandalismo e a soltura de balões, ação, inclusive tipificada como crime ambiental.
        
A Operação Corta-Fogo

Em 2010, o estado de São Paulo instituiu o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que visa, dentre outras ações, a diminuir os focos de incêndio no estado e estimular o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

Esse sistema, chamado de Operação Corta-Fogo, é composto por diversos órgãos e desenvolve uma série de atividades de forma permanente, de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige, dentro de um cronograma ao longo do ano. São as fases verde, amarela e vermelha:

Fase verde (janeiro a março, novembro e dezembro). Essa fase é dividida em duas etapas. A primeira delas, de janeiro a março, é dedicada a atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. No final do ano, é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio). A fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nessa fase, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.

Fase vermelha (de junho a outubro). Nessa fase, as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

 

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