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Cantareira entra em risco e represas do Alto Tietê operam com 59 % da capacidade

Enquanto o Sistema Cantareira,  responsável pelo abastecimento de cerca de 7 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, passou a operar oficialmente na faixa de alerta, neste final de semana, a situação do Sistema Produtor Alto Tietê (SIPAT), composto por cinco barragens, se mantém estável para um período marcado por poucos índices de […]

Por O Diário
03/07/2022 11h02, Atualizado há 49 meses

Enquanto o Sistema Cantareira,  responsável pelo abastecimento de cerca de 7 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, passou a operar oficialmente na faixa de alerta, neste final de semana, a situação do Sistema Produtor Alto Tietê (SIPAT), composto por cinco barragens, se mantém estável para um período marcado por poucos índices de chuva.

O nível do reservatório do Cantareira está em 39,5% da capacidade, e o do Alto Tietê, aparece com 59,55%, segundo boletim divulgado diariamente pelo governo do Estado. neste domingo (3). Apesar da baixa capacidade do primeiro complexo, o governo do Estado descarta risco de desabastecimento.

Em reportagem de O Diário, em maio passado, a Sabesp garantia que não haveria dificuldades para o abastecimento durante o período de estiagem, um resultado da ampliação dos sistemas de reserva deste recurso hídrico (relembre nossa reportagem)

O balanço atualizado pelo Portal dos Mananciais revela que depois do Cantareira, o sistema Rio Claro tem o menor índice de reserva de água, com 44,3%, seguido do Alto Tietê (59,6%), Guarapiranga (74,7%), Cotia (81,4%), São Lourenço (87,8%) e Rio Grande (97,4).

Apesar de descartar riscos, os baixos índices de chuva dos últimos dias, que chega a zero em parte das represas do Alto Tietê, demonstram a importância da economia e o combate ao desperdício.

Das cinco represas do Alto Tietê, a que possui o maior volume armazenado de água é a represa de Ponte Nova, com 187 hm³; na sequência figuram a represa de Jundiaí, com 54,17hm³, Taiaçupeba, com 43,28 hm³,  Paraitinga, com 29,33 hm³ e Biritiba, com 20,40 hm³ (o  hectômetro cúbico (hm³) é uma unidade de volume, assim como o metro cúbico. O hectômetro cúbico ou hm³ é um prefixo para o metro cúbico, que é um milhão de vezes maior em tamanho).

É possível acessar os dados completos sobre os sistemas de produção de água do Estado de São Paulo no Portal dos Mananciais (clique e navegue).

O SIPAT, como é chamado, é responsável pelo abastecimento de 4,2 milhões que residem em cidades do Alto Tietê e parte da região Metropolitana de São Paulo

 

Faixas.

São, ao todo, cinco faixas definidas pela Agência Nacional de Águas (ANA), as quais orientam os limites de retirada de água do sistema. A faixa de alerta é definida quando o sistema tem volume útil acumulado igual ou maior que 30% e menor que 40%.

Para o enquadramento nas faixas, a ANA considera o último dia do mês anterior. Em 30 de junho, o Cantareira acumulava 39,7%. Foi no dia 28 de junho que o sistema chegou a 40% e foi caindo desde então. 

De acordo com a Sabesp, a companhia está retirando atualmente 22 m³/s, inferior ao limite máximo de 27 m³/s autorizado. A empresa destaca que isso é possível “graças à integração com os demais sistemas”. 

A faixa seguinte à de alerta é a de restrição quando o volume útil acumulado é igual ou maior que 20% e menor que 30%. Na faixa normal, a Sabesp pode retirar 33 m³/s. A faixa mais restritiva é a especial, quando o limite de retirada é 15,5 m³/s.

Em nota, a Sabesp informou que não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana de São Paulo, mas “orienta o uso consciente da água, em qualquer época e em todos os municípios em que opera”. 

A companhia destacou ainda que o Cantareira faz parte do Sistema Integrado Metropolitano, que é composto por outros seis mananciais: Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço.

“Desde a crise hídrica, os investimentos da Companhia tornaram o Sistema Integrado mais robusto e flexível (sendo possível abastecer áreas diferentes com mais de um sistema), com destaque para a implantação do novo sistema São Lourenço e para a interligação da bacia do Paraíba do Sul com o Cantareira”, diz o texto. 

Segundo a Sabesp, considerando o sistema integrado, a operação se dá com 54,7% da capacidade, nível similar a 52,2%, registrado no mesmo período em 2021, ano em que não houve problemas de abastecimento.

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