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Cemitérios de Mogi são abertos à visitação pública com restrições

Com as mortes em declínio, registro de queda no número de sepultamentos, avanço da vacina e redução de casos de infecção pela Covid-19 em Mogi das Cruzes, a Prefeitura decide reabrir os cemitérios à visitação pública, após um longo período fechados por causa da pandemia. A reabertura dos portões, ainda com restrições, está autorizada a […]

Por O Diário
06/08/2021 15h33, Atualizado há 60 meses

Com as mortes em declínio, registro de queda no número de sepultamentos, avanço da vacina e redução de casos de infecção pela Covid-19 em Mogi das Cruzes, a Prefeitura decide reabrir os cemitérios à visitação pública, após um longo período fechados por causa da pandemia. A reabertura dos portões, ainda com restrições, está autorizada a partir desta semana, data em que foi publicada uma nova resolução que disciplina e estabelece as novas normas para a circulação de pessoas dentro desses equipamentos públicos.

Segundo o que foi estabelecido pela Prefeitura, a partir de agora o local vai funcionar para visitação, sepultamentos e demais serviços nos horários 8 às 16 horas, de acordo com os protocolos sanitários. O atendimento administrativo será somente para dois membros da família e haverá o limite máximo de 30 pessoas durante os enterros, que após vários meses em alta, registra uma queda.

Quando a causa da morte não for Covid-19, o acesso à sala de velório é limitado a 25 pessoas por no máximo seis horas. Em caso de suspeita de morte por Covid-19, é vedada a realização de velórios.

De acordo com a administração, nos três cemitérios municipais (São Salvador, Saudade e Sabaúna), são realizados, em média, 8 sepultamentos por dia.  A Secretaria Municipal de Governo garante que atualmente a demanda está sendo atendida com a possibilidade de abertura imediata de novas vagas, caso haja um aumento do número de sepultamentos.

Existem reclamações sobre problemas de falta de vagas nos locais, especialmente no caso do Cemitério da Saudade, em Braz Cubas. Muitas pessoas criticam a abertura de covas nos corredores entre as sepulturas. A reportagem questionou a Prefeitura sobre problemas com a superlotação desses espaços, especialmente diante do aumento de óbitos provocados pela Covid-19. Sobre isso, a Secretaria Municipal de Governo informa que os três equipamentos municipais, juntos, reúnem cerca de 18 mil sepulturas.

O quantitativo, segundo a pasta, inclui sepulturas perpétuas e provisórias, aquelas onde as famílias podem fazer o sepultamento, utilizando a sepultura por um período de até 36 meses. Passado esse período é feita a remoção dos restos mortais, para nichos localizados no próprio Cemitério da Saudade ou para outros cemitérios, ou ainda são encaminhados ao ossário geral.

Para atender ao aumento do número de sepultamentos na pandemia, a Prefeitura explica que foram construídos 600 gavetões e no momento estão em obras mais 150 lóculos e mais 477 covas comuns na terra. Estão em licitação outros 1.322 lóculos.

“A demanda está sendo atendida, mas algumas providências foram adotadas mesmo observando que as unidades municipais absorvem a demanda, considerando também o processo natural de aumento e envelhecimento da população”, destaca a resposta encaminhada a este jornal. Ressalta ainda que um grupo intersetorial formado pelas secretarias municipais de Governo, Obras, Verde e Meio Ambiente e Serviços Urbanos, tem feito o planejamento de ações.

Sepultamentos

A boa notícia é que estão sendo registradas queda no número de sepultamentos nestes dois últimos meses em relação a abril e maio, fase mais complicada da pandemia. Sobre os sepultamentos, foram 405 em março deste ano, considerando os três cemitérios municipais. Em abril foram 346 sepultamentos e em maio foram 356. Em junho foram registrados 330, o que representa uma queda de 7,3% entre os meses de maio e junho.

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