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Centenário sediará evento com o tema “Peixes do Tietê”, neste sábado

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente vai encerrar neste sábado (26) a programação especial de eventos voltados o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março, com uma atividade especial em alusão à data no Parque Centenário. O evento é aberta a todo público, em especial às crianças e famílias da […]

Por O Diário
26/03/2022 07h13, Atualizado há 49 meses

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente vai encerrar neste sábado (26) a programação especial de eventos voltados o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março, com uma atividade especial em alusão à data no Parque Centenário. O evento é aberta a todo público, em especial às crianças e famílias da cidade.

O evento, com o tema “Peixes do Tietê”, promovido por uma parceria entre a Prefeitura e a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), será realizado das 9h às 16h, sob a coordenação do professor Alexandre Hilsdorf, do Núcleo Integrado de Biotecnologia, que pretende chamar a atenção dos pequenos e despertar a curiosidade deles a respeito dos tipos de peixes dessa região do Tietê.

Ele explica que durante o dia serão desenvolvidas diversas atividades lúdicas com o tema peixe, com ações como o “Pesque e solte & Quiz”, a exemplo do que acontece em quermesses em que as crianças fazem as pescarias nas barracas de festas juninas e ganham prêmios. A diferença é que neste caso, terão questões para testar o conhecimento dos participantes

Haverá também o “quebra-cabeça de peixes”, “espaço para fotografias”, “espaço kids, com pintura facial e desenhos”, “painel Informativo: conhecimentos e curiosidades sobre o rio e peixes”, “painel para deixar recados sobre evento”, “painel da conservação: deixe no rio o que é do rio, o lugar do lixo é no lixo”. Os participantes vão ganhar um folder para pintar ilustrações de peixe. Terá ainda sorteio de camisetas.  

O ponto alto da programação, segundo o professor Hilsdorf, coordenador do Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos e Aquicultura (Lagoaa), vai ser a “Soltura de peixes no Tietê”, que ocorrerá entre 12h e 12h30. Com 215 mil metros de área, o Centenário está inserido na Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. A pista de caminhada do parque permite que os frequentadores vejam o rio de perto, conhecendo as espécies que formam o seu ecossistema

“Vamos levar peixes nativos da piscicultura paras crianças vão poder soltar”, destacada o coordenador, explicando que objetivo, é também estimular a reflexão sobre a conservação e proteção as nascentes e corpos d’água existentes.

Ele conta que a UMC, por meio do laboratório, há mais de 20 anos trabalha com a conservação de peixes, fazendo o trabalho de pesquisa, conhecimento e conservação das espécies do Tietê, um programa patrocinado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee).  Os peixes que serão soltos no dia são produzidos dentro projeto de piscicultura da Ponte Nova, que reproduz espécies nativas da bacia cerca de 15 anos.

Segundo ele, já foram classificadas mais de 50 espécies de peixes, alguns que só tem na região. O trabalho da UMC envolve quatro espécies – Tabarana, Curimbatá  Grumatã, Lambari do Rabo Vermelho e Cará.

Tietê

O coordenador do Lagoaa observa que apesar dos estudos realizados por instituições como a SOS Mata atlântica, que lançou neste Dia Mundial da Água, um levantamento sobre os rios da reserva, mostrando que a qualidade da água do Tietê está entre regular e ruim, existe peixe no trecho do Tietê que atende Mogi, o que demonstra que há vida no rio.

“O que se pode dizer é que tem peixe entre a nascente em Salesópolis e Mogi. Neste trecho o rio mantém uma vida, apesar de que é preciso mas avaliar qual o nível de influência da Agricultura, a quantidade de inseticida na água, nível de matéria orgânica”, esclarece. Segundo ele, a UMC tem um plano de fazer um amplo estudo do Tietê sob vários aspectos biológicos, inclusive da água, mas para isso precisa de tempo para fazer análise estamos, além de empresa patrocinadora para essa pesquisa.

Quanto ao Tietê, professor Hilsdorf afirma que cabe ao poder público e à sociedade ter uma relação diferente com o rio, “para construir um olhar, buscar formas de conservação, promover ações e avaliar uma forma de sensibilizar, integrar e trazê-lo para a vida das pessoas e avaliar o quer pode ser feito para que as pessoas não viremos as costas para o rio”.

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