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Com mais 66 mortes, Alto Tietê quebra novo recorde; quase três óbitos por hora

Pela quarta vez no mês, o Alto Tietê quebrou recorde de mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (31) – data em que o primeiro óbito por complicações da doença em Mogi das Cruzes completa um ano. Apenas nas últimas 24 horas, a região notificou mais 66 vítimas fatais do novo coronavírus, sendo seis referentes a moradores […]

Por O Diário
31/03/2021 18h14, Atualizado há 63 meses

Pela quarta vez no mês, o Alto Tietê quebrou recorde de mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (31) – data em que o primeiro óbito por complicações da doença em Mogi das Cruzes completa um ano. Apenas nas últimas 24 horas, a região notificou mais 66 vítimas fatais do novo coronavírus, sendo seis referentes a moradores de Mogi, de acordo com dados das Vigilâncias Epidemiológicas e compilados pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). O montante é equivalente a quase três mortes por hora. Mogi também completa hoje 20 dias com todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria Covid ocupados. 

Além de Mogi, as demais vítimas residiam nas cidades de Arujá (5), Biritiba Mirim (2), Guararema (5), Itaquaquecetuba (21), Poá (15), Salesópolis (1), Santa Isabel (2) e Suzano (9).

Com o acréscimo, o Alto Tietê passa a totalizar 2.907 vítimas fatais da doença, entre 71.213 casos confirmados desde o início da pandemia, no ano passado. 

Atualmente, a taxa de letalidade do coronavírus na região é de 4,0%. Já a taxa de recuperação se manteve estável, em 73%. Nas cidades, 52.651 moradores se recuperaram após testar positivo para a Covid-19. 

Na noite desta quarta (31), a região totalizava 71.213 moradores que já testaram positivo para o novo vírus, A maior parcela dos casos continua concentrada em Mogi, com 19.552 contágios já confirmados. 20.441, de acordo com os dados divulgados pelo Condemat. 

O recorde anterior de mortes havia sido visto no último dia 17, quando as prefeituras notificaram mais 57 vítimas. 

De lá para cá, a situação das cidades segue se agravando. Mogi das Cruzes completa nesta quarta-feira (31) 20 dias com todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria Covid ocupados. 

Os dados oficiais da Prefeitura mostram que 3.383 munícipes estão com o vírus ativo atualmente. Até o momento, 875 mortes pela doença foram registradas na cidade, sendo que 146 aconteceram em março, o que representa 16,7% de todos os óbitos.

Este é o momento mais grave da pandemia no município e, por isso, desde o último dia 22 o prefeito, Caio Cunha (PODE), decretou a “fase crítica”. Em uma semana da medida, os casos positivos caíram 16% – de 958 na semana do dia 15 ao dia 21 de março, para 802 na semana seguinte. Isso mostra que as ações geram impactos gradativos – primeiro cai o número de contaminações, depois de internados, depois de óbitos.

Ainda assim, é necessário que a população também colabore para diminuir os índices de contaminação, internações e mortes. Segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, entre março e maio do ano passado o índice de isolamento em Mogi ultrapassava os 50% mesmo em dias de semana. Agora, a circulação ainda está alta na cidade, que no sábado (27) registrou apenas 45% de isolamento, no domingo 50% e 42% na segunda-feira.

Mogi conta atualmente com 159 leitos de UTI e 240 de enfermaria no total. Destes, integram a rede pública de Saúde 103 de UTI e 162 de enfermaria, que estão divididos entre o Hospital Municipal, a Santa Casa de Misericórdia e o Luzia de Pinho Melo. Concentrados nos hospitais Ipiranga, Santana, Biocor e Mogimater – da rede particular – estão outros 56 de UTI e 78 de enfermaria.

Um ano

Assim como O Diário mostrou na edição do último sábado (27), a primeira morte por Covid-19 registrada em Mogi das Cruzes completa um ano nesta quarta-feira (31). Trata-se do aposentado e morador da cidade Durvalino da Silva, 69 anos, que trabalhava como eletricista instalador de forma autônoma na Capital Paulista. Com diabetes e em meio ao aumento de casos suspeitos do novo coronavírus no País e também às primeiras confirmações da doença, há 12 meses, ele chegou a contar para a família que temia ser contaminado, além de reclamar “do trem cheio e das pessoas espirrando, sem educação”. 

Hoje, o cenário mudou, com pessoas usando máscaras e a chegada das primeiras doses da tão esperada vacina, mas, diferente do que era imaginado no início da pandemia, o risco de se contaminar só está crescendo, mesmo após um ano. 

Lockdown negado

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PODE), propôs que o Alto Tietê adotasse um lockdown regional nos próximos dias para frear a proliferação do novo coronavírus, que tem provocado colapso nos hospitais das cidades, inclusive com registro de mortes na fila de espera por leitos. A manifestação foi negada pela maioria dos prefeitos da região, logo após ser apresentada na última segunda-feira (29), durante reunião do Conselho de Prefeitos, do Consórcio de Desenvolvimento de Municípios do Alto Tietê (Condemat). As informações foram divulgadas pelo consórcio (leia mais). 

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