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Comércio em Mogi das Cruzes está cada vez mais violento e inseguro

A ação concentrada de marginais junto a lojas das principais ruas do centro de Mogi das Cruzes, nas últimas noites do feriado prolongado da Semana Santa, provocou a reação das entidades ligadas ao comércio mogiano, obrigando a Polícia Militar e a Prefeitura Municipal a se mobilizarem em busca de alternativas para melhorar as condições de […]

Por O Diário
22/04/2022 17h57, Atualizado há 52 meses

A ação concentrada de marginais junto a lojas das principais ruas do centro de Mogi das Cruzes, nas últimas noites do feriado prolongado da Semana Santa, provocou a reação das entidades ligadas ao comércio mogiano, obrigando a Polícia Militar e a Prefeitura Municipal a se mobilizarem em busca de alternativas para melhorar as condições de segurança naquela região e também em outros locais com maior concentração de casas comerciais, como os distritos de Braz Cubas e Jundiapeba.

ASSISTA!

Precisamos falar sobre furtos e roubos a lojas em Mogi das Cruzes

A semana começou com uma reunião de emergência, convocada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes, Valterli Martinez, para a manhã de segunda-feira. No domingo à noite, o telefone da residência do sindicalista não parou de tocar. Eram  donos de lojas da rua Paulo Frontin e proximidades, como Dr. Deodato Wertheimer, Moreira da Glória, Coronel Souza Franco, Flaviano de Melo e outras, reclamando da presença de marginais que, durante o sábado e madrugada de domingo, tentaram arrombar as portas sanfonadas das casas comerciais para furtar o que encontrassem pela frente. 

A maior parte das lojas suportou as pancadas e instrumentos usados pelos bandidos, menos uma, de eletroeletrônicos, cuja porta acabou cedendo. Uma dupla de bandidos entrou e fez a “limpa” do local. Câmeras de lojas próximas mostraram os dois saindo tranquilamente pela rua Paulo Frontin, com um saco lotado de celulares e outros equipamentos que foram levados pelos dois. A polícia não apareceu, muito menos a Guarda Municipal. 

Na reunião convocada por Martinez estiveram os representantes da Polícia Militar, capitão Magalhães, major Evandro, soldado Ingreeth e soldado Pinheiro Junior, juntamente com Mohamad Issa (vice-presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes) e Mário de Miranda (diretor da Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico de Mogi das Cruzes).

O grupo ouviu os relatos dos representantes do comércio que cobraram da PM uma presença mais ostensiva nas áreas do centro da cidade e dos bairros com maiores concentrações comerciais.

Do representante da Prefeitura foi cobrado a reativação de câmeras de vigilância da área central, que não estariam funcionando havia algum tempo. Com problemas técnicos, as imagens de vários pontos da área central sequer chegavam ao setor de monitoramento da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), ficando sem a fiscalização eletrônica, que permite alertar a polícia sempre que alguma atitude suspeita seja detectada.

Os comerciantes cobraram uma atuação mais efetiva da Guarda Municipal junto ao centro comercial, especialmente durante o período noturno, quando a região fica deserta e às escuras.

Aliás, no final da Semana Santa, os representantes do comércio haviam se encontrado com o prefeito Caio Cunha (PODE), no Largo do Rosário, quando eles solicitaram que o centro da cidade recebesse melhores condições de iluminação, já que as ruas às escuras facilitam a ação dos marginais, inclusive contra pedestres que ousem circular pela área durante a noite e madrugada.

O prefeito não só prometeu melhorar as condições da iluminação pública, além da substituição de lâmpadas apagadas, com a troca geral das luminárias por outras de maior potência e mais econômicas.

Caio Cunha foi ainda mais além: anunciou aos comerciantes que irá promover uma ampla revitalização do centro e outro encontro com lojistas tradicionais da cidade. Só não deu mais detalhes do que a Prefeitura pretende realizar para tornar aquela região mais atrativa.

Ao final da reunião com os representantes da PM, ficou acertado que os comerciantes iriam promover um levantamento dos pontos mais visados pelos marginais, que seriam entregues também à Guarda Municipal.

Ficou definida ainda a abertura de um canal mais direto de comunicação entre os comerciantes e as duas policiais para que elas possam ser acionada em momentos de emergência. “Sabemos das deficiências da PM e da Guarda Municipal em termos de efetivo e, por isso mesmo, o olhar eletrônico das câmeras é um importante apoio para garantir mais segurança para pontos que ficam desertos após o final de expediente, no início da noite e finais de semana”, disse Valterli, colocando-se à disposição dos órgãos de segurança para que o comércio, caso haja necessidade, venha a fornecer mais câmeras para ampliação da vigilância no centro.

A Associação Comercial também se manifestou em relação à cobrança e demonstrou disposição de integrar os lojistas da cidade em um programa denominado “Vizinhança Solidária”, onde os vizinhos se unem para colaborar com as polícias trocando informações e denunciando problemas ligados à segurança da região envolvida. 
Ao fazer o levantamento dos pontos críticos da área central, foram descobertos vídeos de marginais tentando derrubar portas de lojas a chutes e até de um ladrão que, sentado numa calçada com movimento, furta roupas do interior de uma loja. Mais uma vez, longe dos olhos das polícias.

 

APOIO
Entidades do comércio esperam mais ação

“Foi um encontro importante e a gente espera que dele possam sair bons frutos para melhorar as condições de segurança para o comércio mogiano. Nós estamos muito confiantes”, disse Valterli Martinez, do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes

Vigilância no Centro

A Polícia Militar iniciou o trabalho de fiscalização mais ostensiva na cidade para inibir a ação de marginais em áreas comerciais. A vigilância passou a ser intensificada neste feriado de quinta-feira (21) e vai continuar no final de semana, como informou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Mogi, Valterli Martinez, que espera garantir maior tranquilidade aos lojistas.

“Vamos ter uma vigilância intensificada, que não vai dar espaço para que esses sujeitos possam fazer qualquer tipo de roubo ou arrombamento e para que o comerciante se sinta seguro quando a sua loja estiver fechada”, disse. 

Os locais onde as ocorrências acontecem com maior frequência são as ruas Moreira da Glória, Paulo Frontin, Flaviano de Melo, entre outras do centro. 

Ele disse também que a PM, junto com a Guarda Civil Municipal e o pessoal da área de Assistência Social da Prefeitura providenciaram um levantamento para identificar quem são as pessoas em situação de rua da cidade e as pessoas mal-intencionadas, que se aproveitam e se disfarçam para cometer os delitos. 

Além do centro, a diretoria da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) também pede o reforço da segurança em áreas comerciais como da Vila Oliveira, César de Souza e Braz Cubas. Para auxiliar a PM com informações e coibir possíveis crimes, a ACMC informa que passou a integrar o programa Vizinhança Solidária para criar uma rede de contato e apoio permitindo uma comunicação mais rápida com a PM. (Silvia Chimello)

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