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Comissão concluirá investigações sobre envolvidos com a Operação Legis Easy em 15 dias

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Corrupção deverá apresentar em 15 dias, o relatório final com as conclusões sobre as análises dos projetos e contratos públicos do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e da Secretaria de Saúde, citados pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de irregularidades. Os últimos interrogatórios serão feitos nesta […]

Por O Diário
02/12/2020 17h35, Atualizado há 68 meses

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Corrupção deverá apresentar em 15 dias, o relatório final com as conclusões sobre as análises dos projetos e contratos públicos do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e da Secretaria de Saúde, citados pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de irregularidades.

Os últimos interrogatórios serão feitos nesta quinta-feira (3) com os vereadores Francisco Bezerra, (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). Na terça-feira (1), a CEI ouviu outros três vereadores denunciados: Antônio Lino (PSD), Pastor Carlos Evaristo (PSB) e Diego de Amorim Martins.  

Todos eles se defendem das suspeitas de corrupção e dizem que os depósitos feitos em suas contas são “empréstimos” que contraíram de uma empresa financeira do vereador Mauro Araújo, apontado pelo MP como um dos articuladores do esquema. A Promotoria descobriu repasses de mais de R$ 1,2 milhão a empresas suspeitas de lavar dinheiro para parlamentares, que estariam recebendo propinas para aprovação de leis.

 

Relatório

Assim que concluir essa última fase de oitivas, o presidente da comissão, Pedro Komura (PSDB), disse que os membros da CEI – integrada por Rodrigo Valverde (PT) e Clodoaldo de Moraes (PL) – “vão se debruçar em cima de uma pilha de documentos” e também analisar todos os depoimentos dos envolvidos no caso.

A previsão de Komura é encaminhar o relatório final para votação em plenário até o próximo dia 15, antes de o processo ser encaminhado ao Ministério Público.

Apesar de preferir não antecipar o resultado dessa avaliação, Komura alega que “até agora não há indícios de irregularidade nos contratos públicos e nem mudanças no zoneamento da Vila Oliveira, a não ser uma proposta que chegou a ser discutida, mas acabou barrada pelo Conselho da Cidade (Concidade)”. 

Quanto aos envolvidos, apesar de considerar “estranho” a pessoa optar por um empréstimo de uma financeira a 10% ao mês em vez de recorrer aos bancos que cobram cerca de 1,8%, ele prefere não tecer comentários sobre a conduta dos parlamentares.

 

 

 

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