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Comunicação digital, uma exigência do mundo

Embora a pandemia tenha acelerado a experiência de viver, trabalhar e se comunicar pelos meios digitais, a migração do mundo analógico para o digital será cada vez mais intensa em nos processos de produção e geração de trabalho, renda, educação e  comunicação. “Não há uma novidade no que está acontecendo, com mais velocidade, nas empresas […]

Por O Diário
25/10/2020 12h40, Atualizado há 69 meses

Embora a pandemia tenha acelerado a experiência de viver, trabalhar e se comunicar pelos meios digitais, a migração do mundo analógico para o digital será cada vez mais intensa em nos processos de produção e geração de trabalho, renda, educação e  comunicação. “Não há uma novidade no que está acontecendo, com mais velocidade, nas empresas de comunicação, como a impressa escrita. Na verdade, o que a pandemia fez foi acelerar o passado, o que já existia, que, no caso do jornal, é o consumo da notícia pelo meio digital”. Assim o escritor e palestrante mogiano, Eduardo Zugaib, comenta as mudanças apresentadas por O Diário, no projeto que ainda mantém o modelo híbrido de apresentação do conteúdo jornalístico nas plataformas digitais e na edição impressa do jornal, que será publicada aos sábados.

Nos demais dias da semana, o leitor poderá acompanhar uma edição virtual, preparada diariamente, no site www.diariodemogi.com.br

“Essa é a evolução da imprensa porque o papel, o jornal do dia seguinte, não estava mais permitindo ao leitor acompanhar em tempo real as notícias, disponíveis, agora, a todo minuto, na palma do celular. As empresas de comunicação se transformaram em grandes verificadores e continuarão se destacando pela credibilidade e confiabilidade. Além disso, vão exercer, cada vez mais, o conceito de curadoria da informação, a partir da checagem de fontes e da veracidade dos acontecimentos”, complementa.

Esse modelo se tornou pertinente no mundo que produz, em tempo real, notícias verdadeiras e falsas em velocidade exponencial. O jornal, a empresa de comunicação, acentua, “continuará exercendo o papel de formação de opinião, de informar  com a escuta dos dois lados da notícia”. Para ele, o projeto de O Diário atenderá as gerações atuais e futuras, que já nascem com a “cabeça digital”, e também o leitor mais tradicional, que hoje já usa outras plataformas digitais, no banco, na conversa com a família pela tela dos celulares.

Zugaib também observa a atualização dos nascidos na era analógica. “Você acompanhou agora, mesmo, durante a pandemia, a maneira como as pessoas mais velhas interagiram, por meio do celular, das redes sociais, com os filhos e netos”.

Essa mesma visão possui Tunico Andari, da Central Business de Comunicação, agência de publicidade e propaganda. Ele afirma que mudanças, em uma mídia tradicional, como a impressa, promove impactos iniciais no leitor, assinante, anunciante e no público em geral. “Toda mudança causa certa desconfiança> Porém, na comunicação, o que realmente vale é o conteúdo. Muda a plataforma, mas O Diário, com 63 anos de história, possui o que mais se exige, hoje: conteúdo e credibilidade”.

Andari, que atuou em O Diário entre 1990 e 1996, e hoje está à frente de uma das principais agências de comunicação brasileira, lembra que outros momentos de transição foram ultrapassados, com tranquilidade, pelo jornal que completa 63 anos em 13 de dezembro próximo. É um dos jornais mais longevos do país. “Foi assim quando apresentamos, por exemplo, o jornal colorido. O assinante e também o anunciante, se questionavam, isso vai mesmo dar certo? Agora, o jornal se dedica às plataformas digitais. Mira o futuro. Ao jovem, se você falar sobre manusear um jornal, ele desconhece essa experiência. Diferente, das gerações, como a minha, que vão se adaptar”.

Outro ponto, destaca ele, é a sustentabilidade. “Grandes fundos de investimentos, grandes empresas, hoje miram o seguinte: a sustentabilidade de um produto. E o papel não é apenas caro, ele consome recursos naturais, algo que se torna cada vez mais avesso ao que o mundo hoje busca”, comenta.

Há três anos, quando o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, fez o percurso trilhado por O Diário, Tunico lembra-se a surpresa do mercado. “O mesmo foi feito, mais recentemente, pelo O Vale, de São José dos Campos, que adotou a edição aos finais de semana e priorizou as plataformas digitais. Essa mudança para O Diário será muito positiva”.

 

Lives vendem carros

Uma sensível mudança no comportamento de compras vivido pelo mercado de carros é citada por Luis Carlos Gabriel, da GCEM, agência de publicidade e marketing que atua em diferentes regiões do Estado. “Quando chegou a pandemia, o varejo que já possuía a experiência de vender pela internet, começou a acompanhar as lives e resolvemos investir nesse modelo. Com a música deu certo, o que seria com a venda de carros? Pois os resultados foram surpreendentes, superamos as metas. O mesmo vale para todos os outros setores que estão fortalecendo outros canais de venda e de consumo de tudo, inclusive a informação.. O que vai atender ao público são meios diferentes de se comunicar, e conteúdo confiável”, conta.

Gabriel, um leitor de final de semana do impresso, defende que o projeto executado agora por O Diário atenderá a diferentes públicos. “Esse modelo híbrido é o ideal porque temos, como no mercado de varejo e de carro, público para essas duas plataformas, o papel, a revista, as redes sociais e a internet, e também o rádio e a televisão. Não acredito que teremos, de pronto e imediato, a plena adesão apenas ao digital porque há pessoas com diferentes preferências e modos de viver”, acrescenta.

Apesar disso, acentua Gabriel, a atualização de O Diário é definitiva, “algo experimentado por outras empresas de comunicação do país, e do mundo. A comunicação, na palma da mão, vem somar, sobretudo quando tem a marca da credibilidade, da responsabilidade social. Hoje, as pessoas estão muito desconfiadas com as falsas notícias, há uma insegurança muito grande, e a imprensa séria, com fontes confiáveis, passa a ser muito procurada por quem consome a notícia”.

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