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Conversão para GNV teve aumento de 88,5% em 2021

A alta nos preços dos combustíveis no País vem promovendo uma um aumento na procura de motoristas interessados em fazer a conversão nos veículos para a utilização do gás natural veicular (GNV). A demanda pelos serviços registra um crescimento de 88,5% em 2021 no país. Segundo dados levantados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais […]

Por O Diário
23/11/2021 19h22, Atualizado há 57 meses

A alta nos preços dos combustíveis no País vem promovendo uma um aumento na procura de motoristas interessados em fazer a conversão nos veículos para a utilização do gás natural veicular (GNV). A demanda pelos serviços registra um crescimento de 88,5% em 2021 no país. Segundo dados levantados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 160 mil conversões foram realizadas entre janeiro e setembro, ante 86 mil adaptações feitas no mesmo período do ano passado.

No estado de São Paulo, levantamento do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) indica que o número de solicitações para o serviço de alteração de combustível GNV teve um aumento de 102% entre janeiro e outubro de 2021. Foram 5.106 pedidos ante 2.527 adaptações no mesmo período do ano passado.

A mudança proporciona uma economia considerável para os motoristas, já que o veículo de entrada pode rodar até 12 km/m³ de gás, com funcionamento estável e baixo custo de manutenção.

A conversão para o GNV, no entanto, também possui desvantagens, como espaço ocupado pelo cilindro de armazenamento e alto custo de instalação, cujo valor médio varia de R$ 4 mil a R$ 5 mil, como observa NGK, fabricante e especialista em velas de ignição, que chama atenção para que os motoristas não tenham problemas para fazer a conversão.

Uma das recomendações do Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil, é para que seja verificado o estado geral do veículo, sobretudo do motor e do sistema de injeção. “Um veículo com problemas estruturais ou de segurança terá dificuldade na homologação da conversão. Problemas no motor ou no sistema de injeção vão dificultar o ajuste do equipamento de gás, podendo gerar falhas de funcionamento e frustrações ao condutor”, afirma.

Para garantir uma conversão segura, ele alega que é fundamental fazer uma revisão completa do sistema de ignição, uma vez que esse sistema é mais exigido no veículo a gás, em razão da maior tensão para o centelhamento, e deve passar por revisões mais frequentes. “Caso não passe por manutenção, o veículo pode apresentar alguns problemas, como falha de ignição, flash over – quando a alta tensão passa pelo lado externo da vela, danificando componentes, como velas e cabos ou velas e bobina – e backfire, estouro no coletor de admissão”, explica Mori.

O sensor de oxigênio, ou sonda lambda, também deve estar funcionando corretamente para o perfeito ajuste do equipamento de gás. Ainda precisam ser verificados com maior frequência outros sistemas do veículo, como sistemas de freios, suspensão e arrefecimento, que também podem ser sobrecarregados com uso do GNV.

De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a oficina escolhida para fazer a conversão deve ter certificação e contar com um engenheiro responsável pela instalação. Além disso, os equipamentos precisam ter certificação e nota fiscal para apresentação ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), junto com a nota fiscal referente à instalação. O veículo convertido para GNV precisa ser aprovado na inspeção obrigatória para obtenção do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é emitido por organismos de certificação credenciados pelo Detran. Consulte o Detran e o Inmetro de seu estado para verificar eventuais mudanças de regras na legislação e lista de oficinas certificadas.

O consultor Hiromori Mori observa que a conversão clandestina, com uso de equipamentos sucateados e execução do serviço por pessoas não habilitadas, causa uma série de problemas, sendo o primeiro a impossibilidade de homologação do veículo e emissão do Certificado de Segurança Veicular, isto é, o condutor não consegue legalizar o veículo. “Também pode colocar vidas em risco, tanto do motorista e dos passageiros quanto de pessoas que estejam próximas ao veículo”, afirma Mori, que salienta ainda que o sistema é muito seguro se for instalado por uma oficina certificada.

 

 

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