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CPTM ainda estuda solução para pedestres em Mogi: cancela da Deodato fecha em julho

Sem a presença do presidente Pedro Moro, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), coube ao engenheiro Marcelo Machado, responsável pelo setor de Engenharia, Obras e Meio Ambiente, atualizar os projetos e pendências no setor ferroviário para Mogi das Cruzes, durante a assinatura da ordem de serviços para construção de banheiros na estação Braz […]

Por O Diário
23/02/2022 14h10, Atualizado há 54 meses

Sem a presença do presidente Pedro Moro, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), coube ao engenheiro Marcelo Machado, responsável pelo setor de Engenharia, Obras e Meio Ambiente, atualizar os projetos e pendências no setor ferroviário para Mogi das Cruzes, durante a assinatura da ordem de serviços para construção de banheiros na estação Braz Cubas.

Segundo ele, não há definição sobre o que será feito a partir de julho, quando a cancela da rua Dr. Deodato Wertheimer deverá fechar em definitivo, acabando com a acessibilidade de moradores, trabalhadores e estudantes entre o centro e o Mogilar. Também não existe definição sobre a execução de outra passarela. 

Machado, em entrevista a jornalistas, defendeu o fechamento do acesso na Dr. Dedoato. “Foi necessário o fechamento da passagem para termos uma oferta maior de trens para a população. Vamos ver se partiremos com uma alternativa para a passarela ou um ajuste. O deputado (Marcos) Damásio nos ajudará nisso. Estamos fazendo estudos para entender qual será a melhor alternativa”.

Ainda não há definições sobre os pedidos de Mogi para a construção de uma passarela provisória até a construção de uma definitiva, prevista na obra de modernização da Estação Mogi.

A partir de julho, se não houver uma mudança, a cancela da Deodato fecha em definitivo, e os pedestres terão como opção esperar a passagem dos trens apenas na rua Cabo Diogo Oliver.

Desde a inauguração do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, que deveria eliminar o fechamento da cancela na passagem de nível da rua Cabo Diogo Oliver, os pedestres continuaram como antes: a toda hora que um trem passa, o equipamento fecha e as pessoas precisam esperar a abertura para se locomover entre a praça Sacadura Cabral e bairros como Mogilar e Vila Industrial.

A ideia inicial era de que a passagem subterrânea não tivesse a opção para pedestres, por segurança, e também porque a CPTM prometia reconstruir a estação Mogi, com a instalação de escadas rolantes e a interligação do terminal ferroviário com o de ônibus. Apenas o acesso para carros foi construído.

Audiência pública

No entanto, também não há data para que a reforma da estação central seja iniciada e concluída, a fim de garantir maior segurança na mobilidade de pedestres. Segundo o engenheiro Machado, a CPTM espera realizar audiência pública sobre as obras nas três estações, nas próximas semanas. “Nós estamos preparando uma audiência pública em que as outras três estações vão receber um benefício e serão modernizadas com o comércio. Isso dará outro padrão para Mogi das Cruzes, temos certeza disso. Está prevista para março a audiência pública”, disse.

Desde o ano passado, Mogi das Cruzes acompanha as tentativas da CPTM de atrair a iniciativa privada ao chamamento público que permitirá a exploração comercial dos terminais, em troca da execução do projeto de reforma das três estações. Nos chamamentos já feitos, a estação Braz Cubas ficou de fora.

Um outro questionamento da imprensa local foi sobre a instalação de portas de seguranças nas estações do Alto Tietê, como as existentes na Linha Amarela, na Capital. “Estamos com um estudo muito forte para fazer as portas de segurança na Linha 13, que vai para o aeroporto, com isso o governador João Doria está exigindo que façamos um estudo completo. Não é uma obra simples, ela é ligada à sinalização e complexa, mas estamos fazendo estudos. A primeira que deve acontecer com certeza é a da Linha 13″, informou o engenheiro. 

Água fria

Já sobre a circulação apenas trimestral do Expresso Turístico entre as estações Luz e Mogi das Cruzes, Eduardo Tavares, gerente de Projetos da CPTM, afirmou que não há planos para diminuir esse intervalo entre as viagens. Segundo disse, “o Expresso Turístico retornou agora, em janeiro, como era antes da pandemia. A gente estuda todos os trechos que temos, Jundiai, Paranapiacaba, e ajustamos conforme a demanda (de passageiros e venda dos bilhetes). Os três meses já eram uma realidade antes da pandemia. Não temos intenção de terminar esse trecho e manteremos como era antes da pandemia”, garantiu.

 

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