Deputado Arthur do Val assina carta de número 60 contra o pedágio
Um dos primeiros deputados de outras regiões a aderirem ao Movimento Pedágio Não, Arthur do Val (Patriota), assina a carta de número 60 publicada nesta edição, e refuta pontos do projeto de instalação de um pedágio em Mogi das Cruzes pelo fato de a concessão atender, alguns usuários, apenas pouco mais de um quilômetro da […]
07/08/2021 07h22, Atualizado há 60 meses
Um dos primeiros deputados de outras regiões a aderirem ao Movimento Pedágio Não, Arthur do Val (Patriota), assina a carta de número 60 publicada nesta edição, e refuta pontos do projeto de instalação de um pedágio em Mogi das Cruzes pelo fato de a concessão atender, alguns usuários, apenas pouco mais de um quilômetro da rodovia Mogi-Dutra.“Em primeiro lugar, o trecho litorâneo tem 80 km e 40 km de rodovia.O trecho abrangido pelo pedágio, entretanto, tem apenas 8 km de um trecho já duplicado. Por incrível que pareça, a justificativa dessa medida arrecadatória é que eles vão ampliar apenas 1400 metros de rodovia. É o que você leu: 1,4 km de rodovia”, lembra ele ao Governo do Estado, destacando, ainda, os prejuízos aos moradores e trabalhadores da cidade. Confira abaixo
Ao Governo do Estado
Mogi das Cruzes é uma das cidades mais importantes do estado de São Paulo. Economicamente, ela responde por um polo industrial relevante e é uma das cidades com maior número de descendentes de imigrantes, uma espécie de microcosmo da formação histórica paulista.
Recentemente, o governo de São Paulo confirmou a instalação de pedágio em Mogi das Cruzes. Para apreciarmos o significado desse pedágio devemos levar em consideração os seguintes fatores.
Um bom gestor público tem sempre a difícil tarefa de equilibrar o benefício social das suas políticas com a manutenção de um equilíbrio fiscal nas contas. É o dilema de toda e qualquer gestão.
Não acredito que a solução desse dilema tenha sido feita de modo apropriado.
Em primeiro lugar, o trecho litorâneo tem 80km e 40km de rodovia. O trecho abrangido pelo pedágio, entretanto, tem apenas 8 km de um trecho já duplicado. Por incrível que pareça, a justificativa dessa medida arrecadatória é que eles vão ampliar apenas 1400 metros de rodovia. É o que você leu: 1.4km de rodovia.
Além disso, o pedágio é prejudicial porque nesse trecho não há vias acessórias, isto é, uma vez instaurado o pedágio todos serão obrigados a pagá-lo. Mas não é só isso: como trata-se de via de circulação interna entre os bairros de Mogi das Cruzes, os trabalhadores que precisam utilizar a via ficarão prejudicados e não obterão qualquer vantagem relevante.
Outro ponto fundamental foi a ausência de diálogo entre o governo do estado e a população. Não houve um único estudo de impacto sobre o pedágio e nem uma consulta à população, anteriormente. O projeto foi imposto de cima para baixo e contra o interesse local.
Esse é precisamente o inverso de uma gestão municipalista e descentralizada, modelo que acredito ser o melhor e o mais compatível com um ideário liberal.
O resultado da ausência de diálogo entre o governo de São Paulo e a população impactada se vê nos protestos recorrentes contra o projeto. Alguns grupos da sociedade civil já se mobilizaram contra a medida, a exemplo do Movimento “Pedágio Não”. Além disso, instituições importantes do empresariado local se pronunciaram rejeitando o pedágio, temerosos dos custos.
Segundo a associação que representa as indústrias do Taboão, o impacto pode chegar a 10 milhões de reais em apenas um ano. É a conta que a população de Mogi terá que pagar.
Não acredito que esse seja um bom caminho para uma gestão que se pretenda séria, aberta ao diálogo e que saiba pesar o equilíbrio econômico e o interesse da população local.
É por isso que rejeitamos esse projeto firmemente e iremos somar nossos esforços à mobilização da sociedade civil contra essa medida infeliz do governo de São Paulo.
Arthur do Val (Mamãe Falei) é deputado estadual pelo Patriota
e um dos parlamentares que aderiram ao
Movimento Pedágio Não, de Mogi das Cruzes