Despejo de 11 cães mortos em Mogi gera campanha: quem são os donos dos pets?
O encontro de 11 cachorros mortos no acesso à Vila do DAEE, na altura do quilômetro 3,5 da Estrada das Varinhas, a rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves, no Distrito de Jundiapeba, mobiliza pessoas e entidades de proteção animal desde o final de semana. Fotografias feitas dos animais circulam nas redes sociais na tentativa […]
03/11/2021 10h30, Atualizado há 58 meses
O encontro de 11 cachorros mortos no acesso à Vila do DAEE, na altura do quilômetro 3,5 da Estrada das Varinhas, a rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves, no Distrito de Jundiapeba, mobiliza pessoas e entidades de proteção animal desde o final de semana.
Fotografias feitas dos animais circulam nas redes sociais na tentativa de se encontrar os tutores e descobrir a origem do descarte irregular. Há duas linhas hipóteses lançadas por Karina Pirillo, da ONG Adote Já.
Segundo ela, uma empresa responsável pelo destino correto dos corpos pode ter recolhido os animais de clínicas veterinárias e deixado irregularmente no lugar de acesso a uma das sedes do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
Outra possibilidade seria um tutor, com ajuda de um veterinário, ter feito a eutanásia, lembrando que a eutanásia sadia é crime.
Chama atenção de Karina o fato de os animais estarem com adereços, como laços e gravatinhas, o que normalmente não acontece quando eles estão em algum serviço veterinário.
Por outro lado, o fato de os corpos estarem com acesso intravenoso e o encontro de alguns sacos plásticos brancos, usados em clínicas, reforçam a primeira pista.
Karina também acredita que os animais possam ter vindo de outras cidades. “Com as publicações em Mogi, já teria sido descoberto algo, se eles fossem daqui”, comentou, acreditando que esse mistério será desvendado pela repercussão da gravidade do despejo dos corpos em local clandestino.
Logo após o encontro, e sem ao menos, o atendimento da Polícia Militar, que foi acionada por populares pelo 190, mas não compareceu ao local, segundo afirma Karina, a ONG se valeu da ajuda de parceiros, como a responsável pela Pet Assistência Crematório de Animais, de Suzano, para “dar um destino digno para os animais”.
Os animais foram retirados do lugar onde foram depositados e a ONG conseguiu, ainda, um veterinário que dispôs a fazer a autopsia, o que poderá determinar a causa das mortes.
Fotografias dos animais estão sendo publicadas, na tentativa de se encontrar os tutores responsáveis.
Esse caso, lembrou Karina, é semelhante a outro, ocorrido anos atrás, quando 10 animais das raças pastor e rottweiler foram descartados em sacos de ração no bairro do Caputera.
Ela espera a punição dos responsáveis. Um boletim de ocorrência eletrônico foi feito à Delegacia Especial de Proteção Animal. Para a ativista, a única forma de se descobrir o que realmente aconteceu é se chegar aos tutores dos pets.
Situações como essa devem ser denunciadas na Ouvidoria da Prefeitura, pelo telefone 156, porque o descarte irregular é passível de sanções, bem como de fiscalização a clínicas veterinárias, que são obrigadas a dar um destino correto dos pets mortos. Essa é uma questão, aliás, de saúde pública.
A ONG Adote Já tem o seguinte endereço nas redes sociais https://www.facebook.com/ongadoteja/ e https://www.instagram.com/ongadoteja/ , além do telefone 2378-3519, das 10 às 16 horas.
A Delegacia Eletrônica de Defesa Animal (DEPA) recebe os boletins de ocorrência online no seguinte endereço www.ssp.sp.gov.br/depa (acesse aqui).
Outro recurso é a Delegacia do Meio Ambiente que atende, em Mogi das Cruzes, pelo telefone 4727-4782, e está instalada à rua Francisco Vaz Coelho, 1.204, na Vila Lavínia.
Prefeitura
Acionada sobre o assunto, a Prefeitura de Mogi das Cruzes esclareceu, por meio de nota, que “ao
Centro de Controle de Zoonoses caberia a autuação dos responsáveis por infração sanitária e a comunicação dos órgãos responsáveis pela investigação de crimes ambientais. No entanto, os animais já foram recolhidos por uma empresa particular.”.
Reforçou que as denúncias de descarte irregular devem ser registradas pelo telefone 153 (Ciemp) ou 156 (Ouvidoria).
O valor da multa varia, mas pode chegar a 200 Unidades Fiscais do Município (UFM), o que equivale a R$ 37.502,00, como foi aplicado na semana passada no caso comprovado e identificado de lixo infectante.
Já “o descarte correto de animais mortos é responsabilidade do proprietário. Já o recolhimento de animais mortos em áreas públicas é feito pela Prefeitura e deve ser solicitado pelos telefones 153 ou 156”.