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Do Jardim Maricá para Tóquio: mogiana representará o Brasil nos Jogos

Do Jardim Maricá, em Mogi das Cruzes, até Tóquio, no Japão. A distância representa o tamanho do sonho da pugilista mogiana Graziele Jesus, de 30 anos. Após tentar vaga no Pré-Olímpico em 2016 na Argentina e para as Olimpíadas do Rio e não conseguir, este ano ela será a representante do Brasil no boxe, nas […]

Por O Diário
04/06/2021 17h08, Atualizado há 62 meses

Do Jardim Maricá, em Mogi das Cruzes, até Tóquio, no Japão. A distância representa o tamanho do sonho da pugilista mogiana Graziele Jesus, de 30 anos. Após tentar vaga no Pré-Olímpico em 2016 na Argentina e para as Olimpíadas do Rio e não conseguir, este ano ela será a representante do Brasil no boxe, nas Olimpíadas de Tóquio.

O despertar para o esporte veio quando Graziele tinha 16 anos de idade. Ela acompanha o irmão Ueslem Jesus nas lutas e começou a se interessar pela modalidade. Bastou apenas a primeira experiência com o treinador Anderson Firmino, da Alfa Boxe, para se decidir pelo caminho que iria seguir. 

Mas para ser uma atleta de alto rendimento, a nível dos competidores internacionais, a rotina é de treino intenso. Graziele treina seis dos sete dias da semana. De segunda a sexta-feira ela faz isso em dois períodos: manhã e tarde. Já no sábado, o treino acontece apenas na parte da manhã, e o domingo é dia de descanso. “Nossa rotina é bem intensa e cansativa, mas também tem toda uma infraestrutura que a CBBOXE disponibiliza para todos atletas, como nutricionista, fisioterapia, massoterapeuta, psicólogo, alimentação, médico. Tudo para que nós, atletas de alto rendimento, possamos ter uma boa recuperação dos treinamentos”, detalha. 

O caminho para chegar às Olimpíadas exigiu outras conquistas antes, como entrar para a Seleção Brasileira de Boxe, que aconteceu em 2013, e é parte obrigatória para concorrer à vaga. Por conta da pandemia, a classificação foi realizada por meio do Ranking da América, em que Graziela aparece em terceira colocação. Em outras ocasiões ela ocorria por meio dos jogos Pré-Olímpicos, mas foram cancelados por conta do agravamento da pandemia da Covid-19 em toda a América.

Vacinada com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, bem como os demais atletas e a equipes técnica e multidisciplinar, Graziela diz manter as melhores expectativas possíveis, pois a mais difícil já conseguiu, que foi a vaga para Tóquio. O foco agora está em subir no pódio da competição. Sonho que faz parte da realização de poder participar do nível maior de disputa que qualquer atleta do mundo de alto rendimento pode conquistar. 

“Desde o início de minha carreira, ao decidir que queria lutar boxe, acreditei que meu crescimento seria possível. Sempre fui dedicada e me empenhava nos treinos para realização dos meus sonhos e conquistas. Hoje, por meio do boxe, sou sargento da Marinha do Brasil e já viajei para mais de 20 países. Tudo porque um dia acreditei em mim mesma. E realizo um sonho que todos atletas têm, que é a participação em uma Olimpíadas. Estou treinando para concretizar o sonho de trazer a medalha para o Brasil”, destacou. 
As Olimpíadas de Tóquio começam no próximo dia 23 de julho.

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