É falso o alerta sobre massacre na escola Dora Peretti, em Mogi
Nas redes sociais, principalmente no WhatsApp, circulam mensagens que alertam sobre uma possível “ameaça de massacre” na Escola Estadual Professora Dora Peretti de Oliveira, que fica no Jardim Cintia, em Mogi das Cruzes. O aviso causa medo, já que, há três anos, acontecia um massacre que terminou com sete pessoas mortas na Escola Estadual Professor […]
04/05/2022 17h19, Atualizado há 52 meses
Nas redes sociais, principalmente no WhatsApp, circulam mensagens que alertam sobre uma possível “ameaça de massacre” na Escola Estadual Professora Dora Peretti de Oliveira, que fica no Jardim Cintia, em Mogi das Cruzes. O aviso causa medo, já que, há três anos, acontecia um massacre que terminou com sete pessoas mortas na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Mas O Diário Esclarece: são boatos.
E a fake news não é de hoje; vem ganhando espaço pelo menos desde a semana passada. No Facebook, a página oficial da escola publicou, na última sexta-feira, dia 29 de abril, um comunicado sobre a situação, pedindo a ajuda da comunidade para “tomar as providências cabíveis”. Confira a seguir o texto da equipe gestora, na íntegra.
“Atenção, senhores responsáveis. A equipe escolar da E.E. Professora Dora Peretti de Oliveira informa a todos da comunidade que as mensagens disparadas para WhatsApp de vários alunos e responsáveis são fake news produzidas para trazer perturbação da ordem e desassossego para a comunidade. Sendo assim, pedimos que nos informem os responsáveis pelos compartilhamentos para que possamos tomar com urgência as providências cabíveis”.
Nos comentários, a comunidade pediu por mais segurança. Gabi Valadez, por exemplo, escreveu que “seria necessário aproveitar e tomar uma providência para que nossos filhos estivessem seguros de forma que possamos acreditar ou não que isso possa ocorrer a qualquer momento, assim como ocorreu muito próximo de nós, na escola em Suzano que levou alguns alunos a morte”.
Como o post da instituição de ensino ão cita diretamente a “ameaça de massacre” que amedronta no WhatsApp, a reportagem de O Diário tentou contato telefônico com a escola para obter detalhes sobre as fake news, mas não obteve sucesso.
Este jornal então procurou a Secretaria Estadual de Educação, que informa que nada foi constatado. “São boatos, e as aulas não foram afetadas”, trouxe a Pasta em nota, que pode ser conferida a seguir também na íntegra:
“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que a Ronda Escolar, que esteve presente na escola, não constatou nada. A comunidade escolar foi acalmada, pois são boatos, e as aulas não foram afetadas.
O Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar (Gispec), que realiza estudos sobre a violência na área de segurança das escolas e o planejamento de estratégias, segue monitorando as unidades escolares, e o caso está sendo registrado na Plataforma Conviva SP – Placon, sistema utilizado para acompanhamento de registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino.
A Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes e a escola seguem à disposição dos pais e responsáveis para esclarecimentos”.
Embora tenha mostrado que o “caso está sendo registrado”, o Estado não comentou as tais “providências cabíveis” que a gestão da escola citou no Facebook.