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Estado recua e fechamento do PS do Luzia fica para fevereiro

Após forte pressão, o Governo do Estado recua e não irá mais restringir o atendimento no Pronto Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, já a partir desta terça-feira (5). Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (14) foi definido que o PS manterá seu funcionamento normal até 1 […]

Por O Diário
14/12/2020 15h25, Atualizado há 65 meses

Após forte pressão, o Governo do Estado recua e não irá mais restringir o atendimento no Pronto Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, já a partir desta terça-feira (5). Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (14) foi definido que o PS manterá seu funcionamento normal até 1 de fevereiro de 2021.

A partir desta data, a unidade atenderá somente os casos de média e alta complexidade, cabendo às unidades municipais o recebimento dos casos leves – uma demanda extra para as cidades, que já estão com a capacidade debilitada. 

De acordo com o destacado pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), a decisão dá fôlego para a reorganização das redes de saúde neste momento de pandemia e de troca de administrações municipais. “E, principalmente, permite um amplo trabalho de comunicação para que os pacientes saibam quais serviços de saúde devem ser procurados para cada tipo de situação”, informa nota enviada pelo grupo de gestores regionais. 

A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, Condemat, Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e secretarias municipais de Saúde de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano.

“A principal notícia é que o Pronto-Socorro do Hospital Luzia não vai fechar. Ele continua funcionando normalmente e, a partir de fevereiro, o atendimento da população passa a ser melhor dividido com os municípios. As cidades ficam com os casos mais leves, enquanto o Luzia passa a ter condições de potencializar o atendimento na média e alta complexidade para os pacientes da região”, ressalta o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), que representou o Condemat na reunião.

Pela programação inicial, a partir desta terça-feira (15) o Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, que é estadual, passaria a funcionar a portas fechadas, o que significa que a unidade só receberia pacientes dos serviços de urgência, como Samu e Bombeiros, e os casos mais graves encaminhados pelos municípios.

“Solicitamos o adiamento desse prazo porque estamos no meio de uma pandemia e com prefeitos novos assumindo as cidades a partir de 1 de janeiro. É o tempo para organizar melhor os esforços e para que esse realinhamento, com a baixa complexidade com os municípios e a média e alta complexidade com o Hospital Luzia, funcione de forma eficaz e a população do Alto Tietê seja realmente beneficiada e melhor atendida em todos os serviços”, conclui o prefeito Rodrigo.

Estado

Em nota escaminhada na tarde desta segunda-feira, o Estado voltou a afirmar que o referenciamento previsto para o Luzia foi pactuado ao longo do ano com todos os municípios do Alto Tietê, região para a qual o hospital é referência. “O vice-governador Rodrigo Garcia e o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, atuaram para que se chegasse a este entendimento. Foram considerados a necessidade de otimizar a estrutura e o funcionamento do hospital para garantir atendimento aos casos mais complexos, em conformidade com o perfil assistencial do hospital, como traumas, infartos, AVCs e baleados”, trouxe o documento.

A nota destaca também que “esta forma de atendimento referenciado é prevista pelo SUS para um hospital de alta complexidade. A medida foi definida em reunião de CIR (Comissão Intergestores Regional), com representantes das secretarias municipais de Saúde”.

De acordo com o Estado, até o final de janeiro, o PS seguirá atendendo a demanda espontânea, assim como os pacientes levados à unidade por ambulâncias ou serviços de Resgate ou SAMU, bem como pessoas transferidas a partir de outros hospitais. “Estes casos mais graves têm atendimento priorizado, como ocorre em qualquer serviço de saúde”, informa. 

Por fim destaca que “hoje, 73% dos atendimentos no PS da unidade envolvem relatos de dor de cabeça, resfriado e trocas de receitas médicas, sobrecarregando o serviço com casos que devem ser resolvidos em serviços da rede primária de saúde”.

 

Bastidores

Na última sexta-feira (11), o secretário de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, admitiu que esse era um assunto que já vinha sendo tratado antes das eleições, mas afirmou que o martelo ainda não tinha sido batido e que não havia sido definido prazo.  

“Trata-se de uma decisão totalmente descabida e inadequada para o momento que estamos vivenciando. Não é momento para fecharmos portas de atendimento na saúde. Em quatro anos de governo, apesar da crise, Mogi das Cruzes não descontinuou nenhum serviço de saúde e ainda criou uma estrutura completa e efetiva para o enfretamento do novo coronavírus”, criticou na data.

 

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