Ex-vereador Geraldão é ordenado diácono permanente
O ex vereador da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, Geraldo Tomaz Augusto, realizou um sonho neste sábado (25) e foi ordenado diácono permanente da Diocese de Mogi das Cruzes. A cerimônia presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, aconteceu na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque, no distrito de Braz Cubas. A […]
26/12/2020 13h59, Atualizado há 67 meses
O ex vereador da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, Geraldo Tomaz Augusto, realizou um sonho neste sábado (25) e foi ordenado diácono permanente da Diocese de Mogi das Cruzes. A cerimônia presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, aconteceu na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque, no distrito de Braz Cubas.
A ordenação contou com a presença de padres, diáconos e seminaristas da Diocese de Mogi e também de outras dioceses convidadas, além da esposa, filhos e familiares de Geraldão.
Na Igreja Católica, os diáconos em grau permanente podem ser homens solteiros, casados ou viúvos e realizam, sob a orientação de um sacerdote, celebrações religiosas, batismos e casamentos, além de fazer homilias e pregações.
Geraldão destacou que se tornar diácono era seu sonho. “O chamado veio aos 10 anos, quando terminei o primário, em Minas Gerais, e não tinha como dar continuidade aos estudos. O bispo de lá, dom José Nicomedes Grossi, que atuava na Bahia, ia todos os anos buscar alunos que terminavam o primário e tinham vocação para o sacerdócio a fim de que pudessem estudar. Mas naquele ano e no seguinte, ele não foi. Então, meu irmão que já morava em Mogi das Cruzes, me trouxe para cá. Com o passar dos anos, me casei e não segui a vida vocacional, mas nunca deixei a igreja. Quando me aposentei, dom Pedro me acolheu na Escola Diaconal e na Faculdade de Fisolofia e agora me tornei diácono”, contou.
O mineiro, que já atuou como lavrador, ajudante de pedreiro, vendedor ambulante, feirante, operário, educador, vereador, advogado e parapsicólogo, nasceu na fazenda onde os pais eram colonos, em Presidente Bernardes (Minas Gerais). Passou a infância e adolescência em sua terra natal, estudou até a quarta série primária e tinha planos para se tornar padre. Aos 15 anos, foi trazido pelo irmão mais velho, que já morava em Mogi das Cruzes e trabalhava na antiga Valmet – atual Valtra – em busca de oportunidade de emprego na Cidade.
Geraldão ajudou o tio que era pedreiro e a tia feirante, em Arthur Alvim, até que em 1966 conseguiu vaga como aprendiz na Valmet. Passou pela Cerâmica Adachi, pela Servix Engenharia – na Capital -, e por 15 anos atuou na Companhia Siderúrgica de Mogi das Cruzes (Cosim).
Aos 30 anos, fez o supletivo no Colégio Acadêmico e Contabilidade na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco. Em 1982, se envolveu na política mogiana e, em 1988, se candidatou a vereador pela primeira vez, mas não foi eleito. Após sucessivas campanhas, entrou para o Legislativo em 2008.
No currículo, traz ainda o trabalho como educador na antiga Febem, hoje Fundação Casa, em São Paulo. Sempre teve forte atuação na comunidade católica, principalmente nas pastorais afros.
Os planos para o trabalho como diácono já estão definidos. “Em nome da Igreja, vou anunciar o reino de Deus, principalmente aos pobres. Sempre tive esta vocação do diálogo e da ajuda ao próximo emocional e espiritualmente”, conta.