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Ex-vereador Miguel Sanchez morre aos 79 anos, em Mogi

Será sepultado nesta terça-feira (27), às 14 horas, no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, o corpo do advogado e ex-vereador Miguel Sanchez, 79 anos, que faleceu nesta segunda (26), vítima de complicações de saúde. Ele estava internado no Hospital Ipiranga e faleceu, segundo o laudo médico, em razão de uma pneumonia agravada pelo […]

Por O Diário
26/12/2022 16h18, Atualizado há 42 meses

Será sepultado nesta terça-feira (27), às 14 horas, no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, o corpo do advogado e ex-vereador Miguel Sanchez, 79 anos, que faleceu nesta segunda (26), vítima de complicações de saúde. Ele estava internado no Hospital Ipiranga e faleceu, segundo o laudo médico, em razão de uma pneumonia agravada pelo mal de Alzheimer, que ele vinha enfrentando nos últimos nove anos. O velório de Sanchez terá início às 8 horas, no Velório Cristo Redentor.

Miguel deixa a esposa Hedina e os filhos Frederico e Jaqueline.

Antes de atuar profissionalmente como advogado, Sanchez foi funcionário da Huber Warco, antiga fábrica de máquinas de terraplenagem, localizada no distrito de César de Souza. 

Na empresa, ele denunciou a diretoria local à matriz dos Estados Unidos, por meio de uma carta, onde apontava uma série de supostas irregularidades envolvendo a direção da unidade mogiana. O caso teve grande repercussão à época.

Em 1982, candidatou-se a vereador pelo MDB e foi eleito junto com outro emedebista, o prefeito Antonio Carlos Machado Teixeira.
Na Câmara, ele participou das investigações do Escândalo do Mogigate, uma denúncia de corrupção envolvendo políticos da cidade e um empresário de ônibus da Capital, Clóvis Beznos, que gravou conversas envolvendo tentativas de extorsão sofridas em Mogi das Cruzes e as entregou à Polícia e à Assembleia Legislativa. 

Permaneceu na Câmara apenas durante o mandato que começou em fevereiro de 1983 e terminou em dezembro de 1988. Não conseguiu se reeleger e abandonou a política.

Associado há muito tempo do Clube Náutico Mogiano, do qual era vizinho, chegou a concorrer a presidente contra o eterno mandatário da associação, Carlos Augusto Ferreira Alves, o Carlito. Nos últimos tempos, fez parte do Conselho Fiscal do Náutico, como lembra o atual presidente, vereador Marcos Furlan (PODE).

Como advogado, atuou durante muito tempo junto ao Fórum da Comarca de Mogi, até que passou a sofrer os primeiros sintomas da doença que o afastou de suas atividades profissionais e acabou por levá-lo à morte.

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