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Febre maculosa: carrapato infectado registrado em Mogi não é o mesmo do surto de Campinas

Com três episódios registrados em 1998, 2005 e 2012, os serviços de controle de Zoonoses e de Arboviroses de Mogi das Cruzes realiza o monitoramento para inibir casos de febre maculosa; porém, na cidade, o transmissor da doença é diferente do que tem causado mortes e notificações de suspeitas em cidades como Campinas, Jundiaí e […]

Por O Diário
19/06/2023 11h09, Atualizado há 37 meses

Com três episódios registrados em 1998, 2005 e 2012, os serviços de controle de Zoonoses e de Arboviroses de Mogi das Cruzes realiza o monitoramento para inibir casos de febre maculosa; porém, na cidade, o transmissor da doença é diferente do que tem causado mortes e notificações de suspeitas em cidades como Campinas, Jundiaí e Santa Isabel nas últimas semanas.

Mesmo assim, em Mogi das Cruzes, a recomendação à população feita pelo médico veterinário Jefferson Rennan de Araújo Moraes, que acompanha o monitoramento realizado pela Prefeitura há anos, é também adotar cuidados em localidades onde animais como a capivara, o cachorro-do-mato e outros tipos silvestres circulam porque eles podem carregar carrapatos, que são os transmissores da febre maculosa.

O veterinário explica que a febre maculosa registrada em Mogi das Cruzes tinha como vetor o Amblyomma aurecolatum, e não o Amblyomma cajennense (que está ligado aos casos que ganharam destaque nacional após as mortes e internações de pessoas que frequentaram a Fazenda Santa Margarida, em Campinas).

VEJA TAMBÉM: Santa Isabel monitora moradores que estiveram em festa na Fazenda Santa Margarida em Campinas.

“São transmissores diferentes, em Mogi das Cruzes, o vetor é encontrado em espécies como o cachorro do mato e algumas aves, e não há uma relação com a capivara. Porém, mesmo assim, os cuidados com a entrada em áreas de mata, são recomendados”, explica ele.

É preciso esclarecer ainda que nem todo carrapato está infectado e  transmite a febre maculosa, doença grave que pode ser tratada – desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento comece rapidamente (conheça mais na Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério da Saúde).

Em 1998, a cidade registrou mortes pela doença – e, desde então, passou a monitorar a doença, com ações, inclusive, com a aplicação de carrapaticida em cachorros e equinos para o controle dos carrapatos. Entre bairros monitorados estão os da região do distrito de Taiaçupeba – mas, em outras praças e locais são coletados amostras em animais para o monitoramento da doença.

Como resultado, Mogi das Cruzes conseguiu controlar a doença, como informa nota divulgada pela Prefeitura na semana passada (veja abaixo).

Os cachorros que entram nas matas atuam como hospedeiro doméstico do vetor da doença, transportando carrapatos infectados das áreas de vegetação para o perímetro urbano. O ciclo se fecha quando um carrapato infectado se “hospeda” no homem.

Jefferson lembrou que desde 2919, a região de Taiaçupeba, não é mais considerada como endêmica para febre maculosa.

VEJA TAMBÉM os sintomas da febre maculosa que pode matar o paciente se o diagnóstico não for precoce.

Capivaras

Animais silvestres vivem em toda a região ribeirinha do Tietê e não apenas com as capivaras, mas também com outras espécies silvestres, é importante evitar o contato humano  por causa das arboviroses (doenças provocados por insetos e aracnídeos).

O Centro de Zoonoses de Mogi das Cruzes lembra que é preciso evitar o contato humano em áreas como o Parque Centenário, onde as capivaras são vistas com frequência. Há estudos para se reforçar a sinalização dos riscos, segundo disse o veterinário.

A nota da Prefeitura de Mogi

“Desde 2005, o Centro de Controle de Zoonoses mantém um programa de monitoramento para a febre maculosa brasileira por meio de estudos investigativos e mapeamentos de risco. Em espaços públicos, como os parques localizados às margens do rio Tietê, são feitas coletas periódicas de carrapatos para análise da circulação da bactéria causadora da Febre Maculosa. Até o momento, não foi detectada a presença dessa bactéria na população de carrapatos de nenhum espaço público”. 

 

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