Financiamento coletivo vai ampliar atendimento a 300 mães do Botujuru
Cada minuto passa a contar para a comunidade do Instituto Maria Mãe do Divino Amor, localizada no bairro do Botujuru, atingir uma meta estabelecida no financiamento coletivo que elege a participação dos integrantes e apoiadores, com qualquer quantia doada, como diferencial na conquista de uma clínica e escola destinada ao bem-estar, saúde e geração de […]
11/12/2021 07h18, Atualizado há 57 meses
Cada minuto passa a contar para a comunidade do Instituto Maria Mãe do Divino Amor, localizada no bairro do Botujuru, atingir uma meta estabelecida no financiamento coletivo que elege a participação dos integrantes e apoiadores, com qualquer quantia doada, como diferencial na conquista de uma clínica e escola destinada ao bem-estar, saúde e geração de renda das mães acolhidas pela obra iniciada pelo padre Atílio Berta (1931-2017).
O relógio dita essa contagem até o próximo dia 20, quando termina o prazo para se atingir a meta de arrecadação estabelecida no projeto que propõe legar a 300 mães em situação de vulnerabilidade social do Botujuru um espaço com atendimento gratuito e a capacitação em reiki, auriculopuntura, massoterapia e florais brasileiros, terapias alternativas chanceladas pelo Sistema Único de Saúde.
Além de abrir o acesso às sessões desses atendimentos, o projeto pretende gerar renda familiar, a partir da capacitação das participantes interessadas nestas quatro práticas.
A captação dos recursos financeiros visa manter a Clínica Escola & Herbário Comunitário Arcanjo Rafael, que desenvolverá a saúde física e emocional a partir da aplicação e do ensino das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) reconhecidas pelo SUS.
Para executar a proposta, a ong mogiana conseguiu ser selecionada no Fundo Todo Cuidado Conta (uma parceria das empresas Droga Raia, Drogasil com a plataforma Benfeitoria) para participar do MatchfundingTodoCuidadoConta, edital colaborativo que une doadores e instituições para cofinanciar projetos de Cuidado Coletivo.
Um ganho destacado por Heloize Helena Campos, captadora de recursos do Instituto Maria Mãe do Divino Amor, é que a captação estimula a participação das pessoas e se distancia de modelos já conhecidos – quando uma empresa doa determinada quantia para a execução de um projeto social e, ok.
“Aqui, não, a ideia é buscar doadores entre a comunidade, pessoas que possam doar poucas quantias, o que conseguirem doar, e que também estarão atuando nessa construção social”.
A cada R$ 1 arrecadado na plataforma Benfeitoria pelas “mães do Botujuru”, o Fundo formado pelas duas empresas destina R$ 2 à campanha.
Há valores diferenciados a serem doados, com “recompensas” oferecidas, como cartinhas escritas pelas mães e crianças da comunidade ou uma obra do artista plástico Maurício Chaer – nesse caso, aos que optarem pelas cotas de maior valor (veja abaixo como funciona).
“Essas recompensas são escalonadas, mas nós precisamos conseguir 1/3 dos valores em pequenas doações”, destaca Heloize.
Esse modelo acaba por transformar a campanha de captação em uma ação plural, com a presença de qualquer pessoa da própria comunidade que, futuramente, será assistida ou formada pelos profissionais que atuam na clínica.
Hoje, a comunidade já tem acesso às terapias. O objetivo é estender essa rede de atendimento às 300 mães. Esse zelo com o bem-estar e a saúde da coletividade assistida nesse projeto destinado às crianças resulta de um conceito educacional e de inclusão social “A ong não acolhe apenas a criança, mas também a sua famílias”, exemplifica Heloize.
Ou seja, a meta, não é apenas educar ou manter a criança no espaço, mas buscar meios de combater a pobreza.
Pandemia
A participação nesse programa acontece em um período que a ong, assim como todas as demais entidades que mantêm creches subsidiadas, ainda enfrenta dificuldades financeiras.
Com a pandemia, as fontes geradas por atividades comunitárias como bingos, rifas e jantares, secaram. Aos poucos, no entanto, esses meios são realimentados com a ampliação das possibilidades de encontros sociais.
Desde o ano passado, reservas financeiras – uma das lições deixadas pelo padre Atílio aos que herdaram essa missão – e novos apoiadores, como a EDP, empresa de energia, foram fundamentais para a continuidade do funcionamento e as respostas a situações que surgiram durante o enfrentamento da Covid-19, como o aumento da dependência de famílias da doação de cestas básicas.
As recompensas
R$ 5.000,00 – Uma reprodução da escultura “Maria, Mãe do Divino Amor” criada pelo artista visual Mauricio Chaer para o Instituto Maria Mãe do Divino Amor. A peça terá 30 cm.
R$ 1.000,00 – O próprio nome em uma árvore frutífera que será plantada no Sítio Santa Cruz.
R$ 500,00 – Uma sessão exclusiva de massagem, reiki e outras práticas complementares com a terapeuta Maeir Lima de Oliveira. Ou o nome em uma placa que homenageará os benfeitores na Recepção da Clínica Escola.
R$ 200,00 – Uma aula para montar um Herbário Doméstico com o biólogo Ricardo Arouca Júnior.
R$ 100,00 – Uma coleção de gravuras do fotógrafo Robson Regato.
R$ 50,00 – Tsuru é uma ave sagrada do Japão, símbolo da saúde, da boa sorte, felicidade, longevidade e da fortuna. Com esta contribuição, um origami comporá uma árvore no Espaço de Atendimento.
R$ 10,00 – Uma cartinha de agradecimento escrita pelas crianças e mamães
Fonte: Projeto Abrace Nossas Mães
Abrace nossas mães
Interessados em participar, doar e conhecer a campanha Abrace Nossas Mães podem conferir a campanha na seguinte página:
https://benfeitoria.com/abracenossasmaes.
Até a tarde de ontem, R$ 18 mil já haviam sido captados.
Na apresentação, os responsáveis explicam como vai funcionar o espaço: “Queremos construir um espaço em que as famílias de nossos pequenos e jovens, especialmente as mamães solo que dão conta da casa e do sustento dos seus, estejam também no centro de nossos cuidados”.
No endereço é possível descobrir como serão usados os recursos financeiros.
Um dos mais sólidos e reconhecidos projetos sociais mogianos, o Instituto Maria Mãe do Divino Amor nasceu com a atuação do padre Atílio Berta em 1988 e “trabalha nos campos socioassistencial e educacional para vulneráveis. Já atuou no acolhimento e ações emergenciais com crianças e adolescentes em conflito com a lei e já inspirou a fundação de inúmeras outras instituições em Mogi”, como destacam os atuais responsáveis por levar em frente a luta pela proteção da criança e do adolescente carente da cidade.
(matéria atualizada)