Fiscaliza Mogi faz manifesto para pedir melhorias em diversas áreas da cidade
Representantes do Grupo Fiscaliza Mogi e outras lideranças da cidade fizeram um pequeno manifesto em frente à Prefeitura na tarde desta terça-feira (28), para tentar chamar atenção do prefeito Caio Cunha (PODE) a respeito de diversa pautas na cidade. Eles foram atendidos por um representante do prefeito, o diretor Márcio Maldonado, que conversou com o […]
28/09/2021 20h43, Atualizado há 59 meses
Representantes do Grupo Fiscaliza Mogi e outras lideranças da cidade fizeram um pequeno manifesto em frente à Prefeitura na tarde desta terça-feira (28), para tentar chamar atenção do prefeito Caio Cunha (PODE) a respeito de diversa pautas na cidade.
Eles foram atendidos por um representante do prefeito, o diretor Márcio Maldonado, que conversou com o grupo e se comprometeu em encaminhar a carta com as reivindicações ao prefeito.
Segundo uma das líderes do Fiscaliza Mogi, a advogada Jackeline Benevides, a pauta é abrangente e inclui diversos pleitos com questões de relevância municipal em diversas áreas, como educação, saúde, segurança, inclusão, transparência, entre outras.
Na área de Educação, ela observa que o munício não atingiu ainda os 25% do orçamento com a Educação e sugere que os valores sejam usados para contribuir com as famílias cadastradas no programa Bolsa Família e aquelas que recebem o auxílio emergencial, fornecendo material escolar aos alunos que não têm condições, usando os recursos de forma eficiente.
Uma outra sugestão nessa área é para o retorno total das aulas presenciais nas creches que ainda não estão totalmente reabertas aos alunos. Segundo ela, isso prejudica as mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar o filho.
Para a Saúde, uma das propostas é buscar uma forma de oferecer a colocação de DIU e implante contraceptivo em mulheres carentes que não se adaptam a anticoncepcionais e não aderem à tomada de remédios diário. “Isso, seguindo ela, poderia evitar e combater a gravidez indesejadas e precoce”, observa.
Consta ainda a ampliação de transporte para pessoas com deficiência, mães com filhos pequenos e idosos, já que muitos moram longe e não têm como arcar com o valor das passagens para ir a uma consulta médica.
Na parte de inclusão, foi solicitada a publicação de informativos quinzenais em braile para inclusão dos cegos, permitindo que eles saibam o que acontece na cidade. Reivindica ainda a instalação dos brinquedos adaptados para deficientes – importantes para a socialização das pessoas. Para melhorar a transparência, a proposta é para que todos os processos e licitações do portal transparência sejam reunidos em um só pacote.
A carta de reivindicações propõe ainda programas de educação de trânsito, alternativas para melhoria da mobilidade e a inclusão da sinalização para cegos. Na questão do meio ambiente, solicita a colocação de lixeiras de concreto em locais específicos da cidade para que não faltem lixeiras e evitem que sejam vandalizadas. No documento constam ainda propostas para estimular o turismo, incentivar feiras livres e artísticas de ruas, ampliar as medidas de segurança, entre outros.
Outro destaque é o pedido para que a cobrança da taxa de lixo não seja incluída na conta de água. “A gente defende que seja cobrada separadamente da água, porque não se pode permitir de forma alguma que o fornecimento de água seja cortado por quem pagou a água e não pagou o lixo”, esclarece Jacqueline.
A advogada disse que o objetivo do Fiscaliza não é só criticar, “mas sim apresentar ideias propositivas para o município”. Ela conta que o grupo foi “bem recepcionado” pelo representante do prefeito, que teria dito aos presentes que a gestão está aberta ao diálogo.
A Prefeitura, por sua vez, informa que recebeu o grupo de cinco cidadãos que entregou o documento, que será analisado.