Frente Democrática de Mogi realiza ato e passeata a favor da democracia na sexta
Integrantes da Frente Mogiana em Defesa do Estado Democrático de Direito, criada no ano passado com a participação de partidos e entidades sociais em defesa de democracia, vão realizar um ato e passeata contra os ataques ocorridos em Brasília nesta sexta-feira, dia 20, no Largo do Rosário, no centro. Instituída para cobrar a desmobilização do […]
16/01/2023 15h59, Atualizado há 43 meses
Integrantes da Frente Mogiana em Defesa do Estado Democrático de Direito, criada no ano passado com a participação de partidos e entidades sociais em defesa de democracia, vão realizar um ato e passeata contra os ataques ocorridos em Brasília nesta sexta-feira, dia 20, no Largo do Rosário, no centro.
Instituída para cobrar a desmobilização do acampamento mantido por manifestantes contrários ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2022 e bolsonaristas, a Frente Democrática realizou uma reunião na sexta-feira (13), na Câmara Municipal, onde foi definida como primeira ação a manifestação em repúdio aos atos violentos.
A vereadora Inês Paz, do PSOL, conta que o grupo pretende, se preciso for, voltar a agir junto à Justiça para fazer cumprir a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu manifestações golpistas contra os resultados da eleição.
“Nós, que atuamos nos movimentos sindicalistas e de esquerda, defendemos a livre manifestação, em passeatas e outros atos, que, às vezes, interrompem parte da circulação nas ruas. Mas, uma obstrução momentânea é uma coisa, o que estava acontecendo, não, contraria a ordem pública e a lei”, disse ela, a respeito dos acampamentos que, em Mogi das Cruzes, duraram semanas, inclusive com a manutenção de um guidaste em frente ao quartel do Exército.
VEJA AINDA: Mogi começa a conhecer os primeiros manifestantes envolvidos nos atos antidemocráticos em Brasília (leia reportagem).
Sobre os atos antidemocráticos, em Brasília, a vereadora defende a punição e a identificação dos autores dos atos violentos. “Há classificações diferentes, entre os que invadiram, quebraram, e etc. e os demais, que participaram, mas participaram de ato criminoso, que é o não reconhecimento do resultado das urnas e o ataque à democracia. Não há de se ter complacência com esses crimes”, prega a vereadora.
Para ela, ainda, as investigações precisam prosseguir até atingir “os cabeças, os financiadores, quem bancava esses manifestos”. Para ela, a paficificação do país dará um passo com a punição e as investigações que estão sendo realizadas, porém, ela alerta sobre a necessidade de se descobrir quem eram os “peixes grandes, quem estava à frente destes manifestos”.
Ela comenta que a prisão do delegado e ex-secretário de Segurança Púlbica do Distrito Federal, Anderson Torres, desenlaça um dos fios dessa meada. “Será preciso chegar aos que estavam acima dele e que tiveram também participação na organização”, cita, defendendo que as apurações devem chegar a Jair Bolsonaro. “Ainda não sabemos quando ele volta para explicar isso. Os próprios cartões corporativos, já se sabe, eram usados para promover as motociatas”, acrescenta.
Sobre os bastidores políticos e sociais iniciados após as eleições, com os bloqueios em estradas e acampamentos, Inês Paz acredita que a instabilidade ainda permanecerá e se constituirá em um desafio constante à sociedade brasileira e forças democráticas.
Lembrou, por exemplo, que movimentações já notadas, como o descolamento de lideranças e apoiadores do ex-presidente Bolsonaro se acentuaram nos últimos dias. Um exemplo foi o vídeo publicada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na própria tarde de domingo (8). Porém, mesmo assim, ela adverte que essa movimentação atende mais aos interesses políticos do que a uma pauta de reconstrução do país.
Ato na sexta
O ato público em defesa da democracia está previsto para ocorrer na sexta, no Largo do Rosário, às 17h, horário que começa a circulação das pessoas, no final do expediente comercial. Um trecho da região central será percorrido pelos manifestantes em itinerário ainda a ser definido.