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Grupos de Mogi pró e contra Bolsonaro organizam atos para o 7 de setembro

Representantes de frentes pró e contra o presidente Jair Bolsonaro começam a articular manifestos que serão realizados em Mogi das Cruzes, no próximo dia 7 de setembro, que celebra a Independência do Brasil. Segundo Sylvio Marques, do grupo Conservadores de Mogi das Cruzes, 10 ônibus deverão sair da cidade e de outras cidades do Alto […]

Por O Diário
02/09/2021 16h46, Atualizado há 60 meses

Representantes de frentes pró e contra o presidente Jair Bolsonaro começam a articular manifestos que serão realizados em Mogi das Cruzes, no próximo dia 7 de setembro, que celebra a Independência do Brasil.

Segundo Sylvio Marques, do grupo Conservadores de Mogi das Cruzes, 10 ônibus deverão sair da cidade e de outras cidades do Alto Tietê, com manifestantes para a Avenida Paulista, em São Paulo, onde pretendem reunir mais de três milhões de pessoas. Também está marcado para as 11 horas, em frente à Estação de Mogi das Cruzes, o encontro dos participantes que seguirão de trem para a capital.

Segundo afirma Sylvio Marques, não terá atos nas cidades da região, porque “a decisão foi concentrar todos na Capital. Empresários estão financiando os ônibus e muitos depois, à noite, seguirão para Brasília, onde outras ações devem começar no dia 8”.

Questionado se grupos independentes planejam alguma ação no dia 7, na cidade, ele afirmou desconhecer tais organizações. “Quem participa da luta e defende o presidente, vai para São Paulo, e depois para Brasília”.

Grito dos Excluídos

Em protesto contra as políticas do governo Bolsonaro, no mesmo dia 7, feriado nacional, lideranças de partidos e entidades devem participar do Grito dos Excluídos, um ato que acontece desde 1995, sempre no dia 7 de setembro. Neste 2021, o tema é “Vida em Primeiro Lugar” repete o mesmo tempo do primeiro evento que aconteceu a partir da Segunda Semana Nacional Social, promovida pela Pastoral Social da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros). Serão realizados, segundo Waldemar de Sá Azevedo, um dos integrantes do protesto, um ato inter-religioso, às 9 horas, na Catedral de Santana, e um ato político, às 10 horas, no Largo do Rosário, ponto tradicional de manifestações públicas em Mogi das Cruzes.

Uma manifesto foi divulgado nesta quinta-feira (2) por entidades e grupos do Alto Tietê. Nele, os autores afirmam que um golpe vem sendo orquestrado desde 2016, e especifica que essa ruptura é “capitalista neoliberal genocida, colonialista, supremacista branco, racista antinegro e anti-indigena, classista, misógino, lgbtfóbico, legislativo, pseudo-jurídico, midiático, pato-nacionalista-entreguista e norte-americano”

Também como os defensores de Bolsonaro, que vão para a Capital, os integrantes desse manifesto contrário ao presidente programam uma manifestação no Vale do Anhangabaú, no dia 7. Após o ato em Mogi, eles seguirão de trem ou de carro para a Capital.

 

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