Hospital Dr. Arnaldo abre 48 dos 90 novos leitos para Covid
O Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba, está operando com 38 leitos de enfermaria, e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UT), e deverá ativar novas vagas para o tratamento exclusivos de Covid-19 nos próximos dias. A ampliação do serviço dotará a unidade com novos 90 leitos, sendo 40 de UTI, como […]
08/04/2021 18h13, Atualizado há 61 meses
O Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba, está operando com 38 leitos de enfermaria, e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UT), e deverá ativar novas vagas para o tratamento exclusivos de Covid-19 nos próximos dias.
A ampliação do serviço dotará a unidade com novos 90 leitos, sendo 40 de UTI, como vinha sendo acordado entre as Secretaria de Estado da Saúde e o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, o Condemat.
Segundo o Condemat, estão sendo esperados novos insumos e acertada a composição de equipes necessárias para a ampliação dessa unidade emergencial.
O cronograma que previa mais 60 leitos, além dos 30, colocados em operação no último dia 17 de março, é cumprido com atraso. A previsão inicial da pasta estadual era disponibilizar o atendimento até o final de março.
A abertura é feita de maneira gradual. Faltam, agora, portanto, 42 camas, que deverão sanear a demanda por internação, responsável pela morte de pacientes graves, que não estão conseguindo ter acesso ao trabalho intensivo somente ofertado em uma UTI.
Em uma resposta a este jornal, sobre a ocupação dos leitos, a Secretaria de Estado da Saúde não atualizou a abertura dos novos leitos, confirmada pelo Condemat a O Diário.
Na resposta, a pasta fala que a ocupação dos 20 leitos era de 90% na quarta-feira, um índice passível de mudança em razão de altas, transferências e óbitos.
Também na quarta-feira, a taxa de ocupação nos hospitais da Grande São Pualo era de 88% nas UTIs e 74,5% em enfermaria. Esses números já podem ser resultado da ampliação da estrutura exclusiva para a Covid porque os dados sobre a evolução da doença mostra uma estabilidade da alta de casos e mortes, como este jornal apresentou em sua edição de terça-feira (leia matéria abaixo). Por outro lado, nas cidades de Suzano e em Itaquaquecetuba, nas últimas semanas, foram abertos novos leitos, o que impacta nas taxas de ocupação da rede hospitalar.
Conquista
Ainda que a abertura desse pavilhão no Hospital Dr. Arnaldo tenha sido marcada por muita demora, essa alternativa garantiu fôlego para mitigar o grave colapso registrado nos demais hospitais públicos – que permaneceram com leitos totalmente ocupados durante semanas.
Desde o ano passado, prefeitos representados pelo Condemat, e deputados da região, como Marco Bertaiolli, vinham cobrando a ativação de mais leitos, para atender uma alta de casos – que, de fato, ocorreu a partir de março último.
No meio do ano passado, até mesmo uma empresa foi contatada para iniciar a operação excepcionalmente do espaço destinado, anteriormente, a um Centro de Tratamento de Dependentes Químicos. Porém, naquele momento, a taxa de contágio e mortes era menor do que a atual.
A abertura dos leitos flerta com a possibilidade de, um dia, no futuro, esse legado servir para tirar do fundo das gavetas da Secretaria de Estado, a ampliação do tratamento à dependência química. Esse plano, no entanto, não é pensado no momento. Como disse ontem, o secretário municipal de Saúde, o médico Henrique Naufel, os 60 leitos prometidos, serão instalados. Já o futuro deles, é incógnita, especialmente porque, agora, e nos próximos meses, todos os esforços estão concentrados em debelar a pandemia. “Está muito dificil falar em planejamento por causa do combate ao vírus”, comentou ele.
Desde o início da década passada, a cidade reivindica a instalação de mais vagas para o tratamento da dependência química, em um processo que teve várias idas e vindas, com vereadores, prefeitos e deputado pedindo, a Secretaria de Saúde prometendo, e nada, de concreto, saindo do campo da conversa e da troca de moções.