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José Carlos Nunes assina carta de número 63 contra o pedágio

O presidente da Associação Pró-Festa do Divino, José Carlos Nunes Junior, assina nesta sexta-feira (13) a carta endereçada ao Governo do Estado e à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), com argumentos contrários à instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Desde 1º de maio, O Diário publica cartas de […]

Por O Diário
13/08/2021 08h04, Atualizado há 60 meses

O presidente da Associação Pró-Festa do Divino, José Carlos Nunes Junior, assina nesta sexta-feira (13) a carta endereçada ao Governo do Estado e à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), com argumentos contrários à instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Desde 1º de maio, O Diário publica cartas de autoria de lideranças ou representantes da sociedade civil de Mogi das Cruzes e demais cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a implantação da praça de cobrança, prevista no edital de concorrência internacional da concessão de rodovias do Lote Litoral Paulista, trará à região, como encarecimento do escoamento da produção rural, impacto na geração de empregos, aumento do custo de vida, entre outros.

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta, como cidadão mogiano e não podendo ficar omisso em uma situação tão preocupante não só para a cidade de Mogi das Cruzes, mas também por todo nosso Alto Tietê, diante desta proposta absurda, imposta radicalmente e tão intransigente pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo – Artesp de instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra.  

Com certeza não haverá nenhum benefício que possa ser agregado para a nossa região, onde existe vários complexos que fomentam abastecimento de todo nosso país, através dos polos industriais, o cinturão verde, que é um orgulho para todo nosso Alto Tietê e muitas outras instalações tão relevantes que possuímos, além de estarmos em franca ascensão para o desenvolvimento econômico, social e cultural. Seria inadmissível e na contramão do desenvolvimento esta instalação da praça de pedágio.

Instalação que viria a onerar ainda mais, já que além dos impostos exorbitantes, ainda teríamos que agregar mais um custo, “o do pedágio”, para manter o crescimento e desenvolvimento da nossa região.

Situação totalmente inviável, sem contar todos os moradores que margeiam a rodovia, que moram nas divisas, nos condomínios, e que se deslocam diariamente para o centro da cidade ou adjacências, para realizar quaisquer tarefas e afins, e em alguns casos mais de uma vez, teriam que arcar com este custo, mesmo que seja o mínimo já cogitado para moradores da região. Com certeza, esta medida impactaria diretamente no custo de vida destas pessoas.

Sem contar que estamos falando de uma rodovia construída totalmente por iniciativa municipal, que visionariamente buscou naquela época o desenvolvimento da nossa região, buscando acesso entre o município de Mogi das Cruzes e a rodovia Presidente Dutra, viabilizando aos nossos produtores e empresários o deslocamento mais rápido e acessível para realização de bons negócios e prospecções futuras. 

Esta situação criada pela Arteps, agora através de um estudo sem nenhuma viabilidade econômica e social e de forma irracional, busca retardar o crescimento de toda uma região.

Senhor governador, como podemos verificar e vivenciando as reais situações apontadas, podemos evidenciar que não há viabilidade nenhuma na instalação da praça de pedágio, a não ser para as construtoras beneficiadas para a realização do projeto e também a quem ficará a cargo desta concessão que, com certeza, arrecadará muito além do que fornecer em contrapartida os benefícios prometidos, enquanto os usuários desta tão importante rodovia arcarão com uma amarga despesa impactando no seu custo de vida.  O impacto será tão grande que afetará diretamente os empresários e produtores de nossa região, que serão obrigados a inserir o custo em seus produtos e mercadorias afetando diretamente o consumidor final, como sempre, mais uma vez.

Senhor governador, creio que não seja viável prejudicar uma região para benefícios eleitoreiros, creio que o momento é de nos preocuparmos com situações mais alarmantes. Que tal focar esforços em hospitais para a região, saneamento básico e infraestrutura, educação, melhorar a rede de ensino com capacitação profissional, melhorar nossa segurança e muitas outras vertentes de âmbito sociais?

Por isso, senhor governador, sou mais um a engrossar a voz e dizer “Não ao pedágio”, pois é o que merecemos e o mínimo de consideração a uma população que o ajudou a eleger para nortear o nosso Estado de São Paulo.

José Carlos Nunes Junior é presidente da Associação Pró-Festa do Divino

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