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Câmara de Mogi está dividida na eleição para a presidência

A escolha do nome que vai disputar a eleição para a presidência da Câmara com o vereador Marcos Furlan (DEM), deve ser anunciada pelo grupo adversário às vésperas do pleito, que acontecerá na terça-feira (14), às 15 horas. O favorito até o momento para entrar na disputa contra Furlan é o vereador Francimário Farofa, indicado […]

Por O Diário
12/12/2021 19h20, Atualizado há 57 meses

A escolha do nome que vai disputar a eleição para a presidência da Câmara com o vereador Marcos Furlan (DEM), deve ser anunciada pelo grupo adversário às vésperas do pleito, que acontecerá na terça-feira (14), às 15 horas. O favorito até o momento para entrar na disputa contra Furlan é o vereador Francimário Farofa, indicado por políticos do PL e PSD.

O vereador Furlan, que tem o apoio declarado do prefeito Caio Cunha (PODE), lançou a candidatura de uma chapa majoritária, contando inicialmente com o apoio de 17 vereadores, o que lhe daria uma tranquila maioria para vencer o pleito. Porém, as interferências de conhecidos líderes partidários fizeram com que muitos deles deixassem o grupo, colocando em risco o favoritismo.

Apesar de ter perdido alguns dos prometidos “aliados”, Furlan não perdeu a vontade de ser presidente.  Tanto que voltou a dizer nesta sexta-feira (10), a este jornal, que estava mantida a candidatura dele. Ele conta agora com o apoio de três vereadores do PODE, um SD, dois PSDB, dois do MDB, um do PV, um Republicano, além dele, somando 11 votos  

Os que desistiram do apoio foram os quatro vereadores do PL, um do PSB e um do PSDB, que se uniram ao grupo que não estava presente na reunião de lançamento do candidato do prefeito formado por três integrantes do PSD, mais um do PSDB, um do PT e um do PSOL, o que somam 12 votos.

Além do nome de Farofa, outro cogitado é vereador Iduigues Ferreira Martins (PT). Nenhum deles, no entanto, quiseram adiantar qualquer posicionamento a respeito antes de uma provável reunião que deve acontecer na noite desta segunda-feira (13)

Mas que ninguém dê o confronto por encerrado. Nas últimas horas, as reuniões continuavam acontecendo em conhecidos endereços da cidade, onde estão localizados os escritórios de caciques da atual safra de políticos, entre eles o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e o estadual Marcos Damásio (PL).

Nestes encontros, muito se fala, muito se confabula, mas são poucas as alternativas que aparecem para tentar aquilo que parece ser cada dia mais difícil: um consenso entre os grupos para que uma chapa única evite o desgaste político que um confronto com votação aberta, em plenário, poderá trazer para toda a Câmara.

Por isso, as reuniões prometem continuar acontecendo e a indefinição pode persistir até o último momento, até porque tem muitos que, apesar de insistir em dizer que não estão interferindo no processo do Legislativo, na verdade, têm articulado como nunca nas últimas horas.

Em meados desta semana, um bem informado político, disse à coluna Informação, de Darwin Valente que, havia o risco de vencer a eleição quem atingisse 12 votos, o que deixaria o outro grupo com 11. Mas ele fazia uma ressalva: isso se a eleição vier a ser mesmo disputada entre duas chapas.

Como existe um equilíbrio entre as duas partes, não está descartada a possibilidade de Furlan, com apoio de Caio Cunha, convencer alguém do outro lado a voltar a apoiar o seu grupo, mudando novamente o placar.

Sorteios

Tudo é expectativa e apreensão. E dentro desse quadro, houve até quem se lembrasse do que aconteceu na última vez em que duas chapas disputaram a eleição da Câmara. Era o dia 7 de dezembro de 2010, quando os vereadores Mauro Araújo e Nabil Safiti se digladiaram no plenário do Legislativo, à época com 16 vereadores.

Ao final, o placar mostrou oito votos para Araújo e outros oito votos para Nabil.  Como o Regimento Interno da Câmara não indicava outra alternativa mais ortodoxa, a solução foi decidir a eleição no palitinho. Ou melhor, no sorteio, como ainda manda a regra.

Para efetuar o sorteio foi chamado o ex-vereador Edson Camillo. No sorteio, venceu Mauro Araújo.

Outros cargos da Mesa, que terminaram empatados, foram decididos de idêntica maneira. Na disputa entre Odete Souza e Protássio Ribeiro Nogueira pela vice-presidência, deu Protássio.

Para primeiro secretário, a disputa foi entre Pedro Komura e Carlos Evaristo da Silva. O veterano Komura foi vencedor. E por fim, na Mesa de cargos reduzidos em relação à atual, a disputa pela  segunda secretaria, entre Emilia Letícia Rossi Rodrigues e Geraldo Tomaz Augusto, foi vencida pelo vereador conhecido como “Geraldão”.

Mas esta não foi a única eleição definida desta forma. Em 1990, o confronto entre José Antonio Cuco Pereira e Norberto de Camargo Engelender pela presidência da Câmara também acabou no sorteio. O ex-funcionário Odair Teixeira da Silva, o Dadá, retirou um dos dois papéis colocados previamente dentro de um chapéu conseguido junto a alguém das galerias. Naquela tarde, Cuco Pereira tornou-se presidente de uma maneira antes nunca vivenciada. Como já vimos, não seria a última vez e nem muito menos a única.

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