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Lideranças de Mogi apoiam proposta de união de forças com cidades do litoral contra pedágio

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), informou nesta segunda-feira (23) que já fez contato com o prefeito Tiago Cervantes (PSDB), do município de Itanhaém, na região da Baixada Santista, para o início da discussão sobre a proposta de união de forças na luta contra a implantação das praças de pedágio previstas para […]

Por O Diário
24/08/2021 07h04, Atualizado há 60 meses

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), informou nesta segunda-feira (23) que já fez contato com o prefeito Tiago Cervantes (PSDB), do município de Itanhaém, na região da Baixada Santista, para o início da discussão sobre a proposta de união de forças na luta contra a implantação das praças de pedágio previstas para as duas cidades no edital da licitação pública internacional para concessão do Lote Litoral Paulista.

LEIA TAMBÉM: Itanhaém deve unir forças com Mogi para brecar projeto de concessão da Artesp

“Cada município é afetado de diferentes maneiras, com benefícios para uns e prejuízo para outros. Os mais prejudicados pelo edital da Artesp serão Mogi das Cruzes e Itanhaém. Inclusive, já fiz um contato com o prefeito Tiago, daquela cidade, para o início de uma discussão sobre o assunto”, destaca Caio Cunha.

Ele defende o fortalecimento da luta com a adesão de mais lideranças e destaca a importância da união entre os municípios “quando há um interesse comum – o interesse da população”.

“A mobilização contra o pedágio só vem aumentando, extrapola os limites de Mogi e isso só confirma o que nossa gestão afirma desde o início: a instalação dessa praça de pedágio será um retrocesso para nossa cidade. Mogi não quer pedágio!”, enfatiza.

O presidente da Câmara de Mogi, vereador Otto Flores de Rezende (PSD), também apoia a iniciativa de parceria com os municípios da Baixada Santista, como forma de fortalecer o movimento contrário ao pedágio.

“A união de forças dos municípios do litoral paulista é muito positiva e oportuna. O pedágio isola as cidades e divide comunidades. E isto é o que não precisamos neste momento de fragilidade financeira. É preciso, sim, fazer gestões e cortar despesas para não atrapalhar o desenvolvimento dos municípios. Mais uma cobrança irá inviabilizar a retomada econômica das cidades. As cidades do Alto Tietê já estão unidos. Com a adesão das cidades litorâneas, tenho fé que vamos conseguir barrar as praças de pedágio”, considera o parlamentar.

Segundo o líder do movimento Pedágio Não, Paulo Boccuzzi, após quase dois anos de lutas contra o pedágio em Mogi das Cruzes, a adesão das cidades litorâneas no posicionamento contrário ao projeto é positiva, mas destaca que o trecho mogiano deste projeto é totalmente peculiar. “Teríamos o menor investimento e a maior arrecadação. Com rodovia já duplicada e moradores pagando pedágio para trafegar entre bairros. Consta no projeto um trecho que pertence ao município, sem a necessária anuência municipal. O projeto interfere em todo o sistema viário da cidade de Mogi das Cruzes. Transformando vias locais em pista expressa”, explica.

Ainda de acordo com Boccuzzi, no litoral são mais de 80 quilômetros de duplicação e dezenas de pistas marginais, enquanto em Mogi, com a possível supressão da Rota do Sol e estrada do Evangelho Pleno, não haverá qualquer duplicação.

“Na prática, por aqui o maior investimento será a própria praça de pedágio”, conclui.

Reportagem publicada na edição impressa deste sábado (21) e também no site de O Diário mostra que o movimento contra a instalação pelo governo estadual de um pedágio nos dois sentidos da rodovia Mogi-Dutra poderá ser fortalecido com a adesão de integrantes de uma ação semelhante realizada na cidade de Itanhaém, na Baixada Santista, para tentar impedir a colocação de um posto de cobrança na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na altura daquele município.

Os dois pedágios integram o mesmo edital de concessão Lote Litoral Paulista, que prevê a transferência à iniciativa privada das rodovias SP-88, a Mogi-Dutra; SP-98, Mogi-Bertioga; e SP-55, a Padre Manoel da Nóbrega, que liga Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Bertioga, Itanhaém e Peruíbe, situadas na Baixada Santista, além de Itariri, Pedro de Toledo e Miracatu, no Vale do Ribeira. Nestas três estradas estão previstas cinco praças de cobrança.

 

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