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Mais de 90% dos professores da Etec de Mogi aderem à greve; ato acontece em SP

Começou nesta terça-feira (8), por tempo indeterminado, a greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paulo Souza (Sinteps), que busca melhorias para a categoria e luta contra o desmonte do ensino técnico. A paralisação teve adesão das unidades da Escola Técnica Estadual (Etec) do Alto Tietê, incluindo Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, […]

Por O Diário
08/08/2023 12h15, Atualizado há 35 meses

Começou nesta terça-feira (8), por tempo indeterminado, a greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paulo Souza (Sinteps), que busca melhorias para a categoria e luta contra o desmonte do ensino técnico. A paralisação teve adesão das unidades da Escola Técnica Estadual (Etec) do Alto Tietê, incluindo Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano e Santa Isabel. Às 14 horas, acontecerá na cidade de São Paulo um ato público de lançamento da greve.

O evento terá início no campus da Fatec/SP (Praça Coronel Fernando Prestes, nº 74), prédio onde também está instalado o Sindicato, e partirá em passeata pela Av. Tiradentes, rumo à administração central do Centro Paula Souza (Rua dos Andradas, 140, bairro Santa Ifigênia, SP).

Em Mogi, na Etec Presidente Vargas, mais de 90% dos professores do período da manhã aderiram à paralisação, segundo o comando local da greve.

“Pedimos o apoio à comunidade, contra o desmonte da Educação Técnica! Nossa escola sempre foi referência na Região, e queremos garantia de investimento e valorização dos professores e funcionários para mantermos a qualidade do ensino, que se reflete no alto índice de aprovação dos nossos alunos em vestibulares de universidades públicas e altas notas no Enem”, reivindicou por meio de nota.

Veja quais são as quatro demandas do Sindicato:

“Pelo fim do arrocho salarial

Temos perdas salariais acumuladas há anos. Enquanto a inflação avança mês a mês, nossos salários seguem congelados e perdendo poder de compra. Queremos que a Superintendência do Centro Paula Souza e o governo Tarcísio de Freitas negociem com nossa entidade sindical, o Sinteps, a reposição destas perdas.

Assim como a Assembleia Legislativa (Alesp) aprovou um reajuste de 50% nos salários do governador e de seus secretários, e também um reajuste ao pessoal da segurança pública, é preciso que se faça justiça com os trabalhadores das ETECs e FATECs, que se dedicam para manter a instituição entre as referências de qualidade na educação pública. A proposta enviada pelo governador à Alesp, que prevê 6% de reajuste para as “outras” categorias do funcionalismo, é aviltante e não repõe a mínima parte do que perdemos para a inflação.

Pelo imediato pagamento do Bônus Resultado

Embora seja um direito da categoria, todo ano o governo manipula as datas a seu bel prazer, pagando o Bônus Resultado quando bem entende. Queremos o pagamento imediato.

Pela revisão da nossa carreira e atendimento dos anseios da categoria

Há anos estamos reivindicando a revisão da nossa carreira, que foi implantada em 2014 e que deixou para trás muitos direitos importantes. Queremos que a Superintendência do Centro e o governo estadual negociem com o nosso Sindicato as reformas desejadas pelos trabalhadores e as aprovem o quanto antes. Elas dizem respeito à nossa valorização como profissionais do Centro e a melhores condições de trabalho para todos.

Também reivindicamos contratações urgentes, de funcionários/as e docentes, para suprir as necessidades das nossas ETECs e FATECs.

Defesa das escolas do Centro Paula Souza

Por meio da Secretaria de Educação (Seduc), o governo Tarcísio está propondo a implementação de ensino técnico diretamente na rede estadual, à margem do Centro Paula Souza, que é o órgão estadual paulista responsável por essa modalidade de ensino há mais de 50 anos, com notória qualidade e respeito da sociedade. A possibilidade de uma ‘rede paralela’ de ensino técnico – sem investimentos, sem estrutura laboratorial e sem contratação de professores habilitados – será um golpe de morte nas nossas ETECs.”

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