Marcus Melo defende desburocratização para ampliar geração de emprego
Reportagem publicada neste final de semana por O Diário mostrou que o crescimento populacional de 21,61% vivido por Mogi das Cruzes nos últimos 12 anos, segundo a prévia do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final do mês passado, aponta os desafios que a cidade terá pela frente para conciliar […]
21/01/2023 07h41, Atualizado há 42 meses
Reportagem publicada neste final de semana por O Diário mostrou que o crescimento populacional de 21,61% vivido por Mogi das Cruzes nos últimos 12 anos, segundo a prévia do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final do mês passado, aponta os desafios que a cidade terá pela frente para conciliar o aumento do número de moradores com sustentabilidade, oportunidades de trabalho e renda, condições de moradia, transporte e mobilidade, atendimentos nas redes municipais de saúde e de educação, entre outros fatores considerados essenciais para a qualidade de vida.
O prefeito Caio Cunha (Podemos) e os ex-prefeitos Junji Abe (MDB), Marco Bertaiolli (PSD) e Marcus Melo (PSDB) avaliam que os números do censo atual, que ainda podem apresentar alterações na conclusão do levantamento pelo IBGE, mas já trazem um panorama da evolução populacional que marcou os últimos 22 anos no município.
Confira aqui o que diz Melo sobre o tema
Após a crise gerada nos últimos anos, o ex-prefeito Marcus Melo (PSDB) aposta que a expansão populacional de Mogi ampliou o deficit habitacional e o desemprego, por isso, ele aponta que é preciso pensar em desenvolvimento econômico com emprego e melhora da renda dos moradores da cidade.
“Além dos dois últimos anos, tivemos as crises de 2016 e 2017, com diminuição no desenvolvimento econômico do Brasil. Isso ainda tem reflexo hoje, mas quando você faz uma análise de Mogi, há um potencial muito grande e precisamos trabalhar para ampliar as oportunidades de emprego e garantir estabilidade, que é o que as pessoas procuram em uma cidade onde desejam viver. Elas querem estabilidade de emprego, moradia, segurança pública, de procurar o médico na unidade de saúde e ser bem atendidas, de buscar uma escola com ensino de qualidade para seu filho, e Mogi tem tido nos últimos anos boas notas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Tudo isso é levado em conta”, diz.
A localização privilegiada e a estrutura de serviços oferecida por Mogi justificam, de acordo com o ex-prefeito, a vinda de pessoas de outras cidades para cá. “Existe uma forte migração, o que é natural por tudo o que Mogi oferece em serviços de saúde, educação e segurança, que resultam em qualidade de vida”, considera.
Da mesma forma, segundo Melo, estes fatores também são observados por empresários na hora de escolher uma cidade para empreender. “Mas, primeiramente, o empresário tem que ser bem atendido. No que cabe à Prefeitura, as partes de licenciamento, fornecimento de alvará e aprovação de projetos precisam ter celeridade e isso vale não apenas para Mogi, mas também para outras cidades, porque onde o cliente, neste caso o empresário, não se sente bem atendido e há muita burocracia, ele busca outras alternativas. A Prefeitura precisa otimizar e continuar ampliando isso, que já teve avanços, mas deve avançar sempre, para desburocratizar, agilizar e dar celeridade aos processos de desenvolvimento e abertura de empresas, sejam de pequeno, médio ou grande porte”, enfatiza.
Por estes motivos, o crescimento populacional, que impõe altos custos aos cofres públicos, na percepção do ex-prefeito, não é controlável. “Isso é uma questão dinâmica. As pessoas mudam para outras cidades por oportunidades de emprego, relacionamento familiar, qualidade de vida e outros motivos, mas o crescimento, quando é organizado e controlado, com acompanhamento da Prefeitura, é benéfico. O que não se pode, em momento algum, é permitir invasões, crescimento descontrolado, desordem e desorganização. Isso é inadmissível para uma cidade que já tem uma qualidade hoje de vida respeitada pela população. Se isso acontece, desestrutura aquilo que foi construído ao longo dos últimos anos. Então, é preciso manter a ordem pública, com desenvolvimento adequado”, frisa, acrescentando que o Plano Diretor já prevê o crescimento natural na região de César de Souza, que ainda demanda de infraestrutura e projetos para garantir as melhorias necessárias.
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