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Médica da Vigilância Epidemiológica e diretor de Limpeza Pública deixam cargos

Nesta quinta (27) e sexta-feira (28), dois integrantes do quadro da Prefeitura de Mogi das Cruzes saíram dos cargos. O primeiro foi o diretor de Limpeza Pública, José Roberto Elias Rodrigues, exonerado ontem (27), por possíveis divergências com a secretária municipal de Serviços Urbanos, Camila Souza, segundo relatos de fontes ligadas a este jornal. Já ao […]

Por O Diário
28/05/2021 14h27, Atualizado há 63 meses

Nesta quinta (27) e sexta-feira (28), dois integrantes do quadro da Prefeitura de Mogi das Cruzes saíram dos cargos. O primeiro foi o diretor de Limpeza Pública, José Roberto Elias Rodrigues, exonerado ontem (27), por possíveis divergências com a secretária municipal de Serviços Urbanos, Camila Souza, segundo relatos de fontes ligadas a este jornal.

Já ao final da manhã de hoje (28), foi a vez da médica Tereza Nihei, da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Mogi, sair da função. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela tinha dois vínculos como médica – com carga horária de 20 horas cada -, ambos por meio de concurso público na Prefeitura de Mogi, sendo que de um deles já estava aposentada, e agora, se aposentou do outro, decidindo se desligar do cargo que ocupava.

Com papel essencial na pandemia de Covid-19, Tereza chegou à Vigilância em 2006 e também acompanhou de perto a epidemia de H1N1 na cidade. Na última sexta-feira (21), ela concedeu entrevista a O Diário avaliando a evolução da pandemia em Mogi, alertando sobre a chegada da terceira onda e orientando sobre a importância da manutenção dos protocolos sanitários para prevenção da doença, inclusive pelas pessoas que já receberam a vacina.

A profissional é formada em Medicina na Fundação Universidade Estadual de Londrina (PR), com especialização em Pediatria na Escola Paulista de Medicina, nasceu em Borrazópolis (PR) e veio para Mogi das Cruzes em 1995, por conta do trabalho do marido, o veterinário Mario Massayuki Nihei.

Mãe de Camila e Rafael e avó de Jun, Tereza já atuou na Santa Casa de Mogi e nos hospitais Ipiranga e Via Vita (atual Mogi-Mater). A carreira na Prefeitura teve início em 1999, quando ela primeiramente trabalhou em unidades básicas de saúde, antes do ingresso na Vigilância Epidemiológica.

A reportagem entrou em contato com a médica nesta sexta-feira (28), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Já o diretor de limpeza, o engenheiro elétrico José Roberto Elias Rodrigues, afirmou à reportagem, por telefone, que pediu exoneração do cargo porque não conseguiu se adequar ao sistema de trabalho da atual secretaria.

“As pessoas têm modos diferentes de pensar, agir e trabalhar e, quando a gente não consegue se adaptar à maneira com que o outro faz as coisas, o melhor mesmo é mudar. Para a secretária, nada está bom, então, como eu era comissionado, pedi a exoneração do cargo”, conta ele, que também atuou como diretor de Limpeza Pública nos dois mandatos do ex-prefeito Marco Bertaiolli (PSD), de 2010 a 2018. No início do governo de Marcus Melo, em 2019, Rodrigues deixou a função, à qual retornou em janeiro deste ano, a convite do prefeito Caio Cunha (PODE).

No entanto, a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Mogi afirma que Rodrigues foi exonerado do cargo pela administração municipal.

 

 

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