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Menino picado por cobra morre após 11 dias de internação em Mogi

Após 11 dias de internação, João Victor Delfino Laurentino, de 11 anos, vítima de uma picada de cobra no dia 6 de outubro, morreu nesta segunda-feira (17), em Mogi das Cruzes. A reportagem da TV Diário e do G1 Mogi das Cruzes acompanhou o caso desde os primeiros dias, logo após ter sido procurada pela família […]

Por O Diário
17/10/2022 13h04, Atualizado há 46 meses

Após 11 dias de internação, João Victor Delfino Laurentino, de 11 anos, vítima de uma picada de cobra no dia 6 de outubro, morreu nesta segunda-feira (17), em Mogi das Cruzes.

A reportagem da TV Diário e do G1 Mogi das Cruzes acompanhou o caso desde os primeiros dias, logo após ter sido procurada pela família que reclamava da demora na transferência do menino entre a UPA do Rodeio para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, referência para o atendimento de envenenamentos por picada de animais como cobras.

À TV Diário, a mãe do garoto, Marcela, contou que após o acidente, o filho foi levado à UPA, quando a família viveu a espera pela liberação de uma vaga para a transferência do paciente para o Hospital Luzia de Pinho Melo. Segundo a mãe, o soro contra o veneno da cobra teria sido aplicado por volta das 3h30, já na madrugada do dia 7.

Essa demora, entre a chegada na UPA à ida ao hospital, foi considerada como motivo para o agravamento do quadro de saúde do filho.

Desde o ano passado, a implantação de um novo sistema de atendimento no PS do Hospital Luzia, que não é mais aberto à população e requer, primeiro, a ida do paciente para uma UPA, tem sido motivo de preocupação e apreensão em Mogi das Cruzes.

Ao G1 de Mogi das Cruzes, a Prefeitura e o Governo do Estado deram esclarecimentos sobre a espera pela liberação de uma vaga por meio da central que ordena a distribuição de vagas para internação, a Cros.

O Governo do Estado afirmou que a vaga foi liberada às 21h30 – a família chegou à Upa por volta das 19 horas. Garantiu que o paciente foi atendido quando chegou ao hospital, que aplicou o soro antiofídico e hemodiálise. A Prefeitura afirmou que a vaga foi liberada às 21h30.

Na cidade, o Hospital Luzia de Pinho Melo é referência para o tratamento de pacientes vítimas de picada de cobra.

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