Mogi lança programa para combater a pobreza menstrual
Foi aprovado na Câmara de Mogi, nesta quarta-feira (14), um projeto de lei para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade da cidade com o fornecimento de absorventes higiênicos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e escolas da rede municipal. O projeto que regulamenta a distribuição do […]
15/07/2021 18h22, Atualizado há 61 meses
Foi aprovado na Câmara de Mogi, nesta quarta-feira (14), um projeto de lei para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade da cidade com o fornecimento de absorventes higiênicos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e escolas da rede municipal.
O projeto que regulamenta a distribuição do material foi apresentado pelas integrantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher, as vereadoras Fernanda Moreno (MDB), Inês Paz (PSOL) e Malu Fernandes (SD) e Inês Paz (PSOL).
O objetivo do programa, segundo elas, é combater a pobreza menstrual e garantir a dignidade às mulheres que não têm recursos para comprar os absorventes, para usar no período menstrual.
O programa prevê o fornecimento do material feito de tecido, para que possam ser reutilizáveis. Para ter direito ao benefício, as mulheres precisam estar inscritas nos Cras da cidade. O material será oferecido em kits com quantidade de cinco absorventes padrão e dois noturnos.
Segundo as vereadoras, atualmente mais de 10 mil jovens mogianas não conseguem comprar seus absorventes e garantir sua saúde. “Pode parecer até surpreendente acreditar que o acesso ao absorvente é uma barreira para pessoas com vulnerabilidade econômica. Mas isso realmente acontece em nosso município e no Brasil”, destacou Malu.
A vereadora Inês Paz, professora com 40 anos no magistério, explica que o problema afeta principalmente as jovens e adolescentes, que muitas vezes deixam de ir à escola por conta desse constrangimento.
“Pude ver essa questão no dia a dia das jovens e mulheres da periferia que não têm minimamente condições de ter absorvente adequado. Isso é uma questão de saúde pública”, enfatizou Inês
Na avaliação da vereadora Fernanda, a aprovação dessa matéria, entre outros projetos apresentados pela bancada feminina da Casa, representa um avanço em política pública nessa área.
“O projeto é de suma importância, e nós mulheres sabemos disso. Imagine uma adolescente ou adulta deixando de seguir a rotina por conta de não poder comprar os absorventes, que são produtos caros. E o bacana é que o reutilizável, o que traz uma visão sustentável”, observa Moreno, que também solicita a colaboração de toda a sociedade com a doação de absorventes.
Após a aprovação em plenário da Câmara, o projeto será encaminhado para análise do prefeito Caio Cunha (PODE), que pode vetar parcial ou totalmente a proposta. Se tiver o sinal verde do Executivo, a matéria retorna para ser promulgada pelo presidente da Câmara, Otto Rezende (PSD).